domingo, 27 de julho de 2014

Relação entre limites e a fonte infinita de energia

As propriedades combinatórias se aplicam em essência ao Todo. Mas essa essência obviamente não inclui o processo físico, desde que em escala máxima não existem partes e nem unidades físicas ou materiais. A essência elementar da digestão é a transmutação e a provisão de energia metabólica. A essência básica do fenômeno neuroquímico e da estrutura macromolecular que o viabiliza é a auto-consciência. Obviamente as limitações não são aplicáveis ao próprio Todo, pois esse é ilimitado e sem nenhuma insuficiência ou deficiência. Portanto a ejeção de massa não aproveitável pelo organismo não tem nenhuma correlação com o Todo. Em resumo, o próprio Todo possui a mesma essência básica das combinações fundamentais, mas sem nenhuma das limitações. Por ser ilimitado em sua abrangência, nenhuma deficiência é atribuível ao Todo. O processo da digestão, por exemplo, se aplica ao Todo no que tange a transformação e fornecimento de energia sem limite. O processo neuroquímico e macro molecular, por exemplo, se aplica ao Todo referente à produção da própria auto-consciência. Nenhum desses fenômenos no aspecto de carência deve ser atribuído ao conjunto da quantidade infindável de energia e de partículas em interação. Pelo contrário, somente o aspecto da transformação e suprimento inesgotável de energia é aplicável ao Todo. Por consequência está definida a correlação entre a Plenitude da realidade e as múltiplas combinações elementares que a constituem em escalas limitadas.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Definindo relação entre Deus e a realidade em si

Afinal qual a relação entre o Criador e a realidade? Esse texto visa definir essa relação no contexto do argumento da Certeza e do argumento cosmológico kalam. Se trata só de um resumo, não de uma exposição exaustiva. Obs: O Criador habita especialmente no multiverso nível 4, enquanto que a nossa realidade como Todo é basicamente o que é denominado como multiverso nível 1 e talvez 2 http://www.superinteressante.pt/index.phpoption=com_content&view=article&id=2372:oenigmadomultiverso&catid=15:artigos&Itemid=92

Na verdade quando o Deus Criador criou o universo como Todo penetrou e se identificou com a criação. Quando o Criador criou os planos inferiores da realidade o Criador passou a habitar nessa realidade que Ele criou. Em virtude de Deus não estar separado de nenhuma realidade então é imanente. Isso não significa que Deus não seja transcendente, pois o Criador dos planos inferiores habita em uma hiper-dimensão que transcende nossa própria dimensão. Com efeito o argumento cosmológico kalam demonstra que nossa dimensão teve início, enquanto o argumento ontológico empírico demonstra que Deus sendo absoluto e totalmente simples então se identifica com o universo. Logo Deus é transcendente e imanente. É panenteísmo, contudo baseado na Bíblia. Em Atos 17:28, por exemplo, está escrito que nós vivemos, nos movemos e existimos em Deus. Em Efésios 4:10 e Jeremias 23:24 está escrito que Deus preenche toda a realidade com Sua presença. Finalmente no texto de I Reis 8:27 está escrito que nem o céu e nem os céus dos céus poderiam conter ao Criador. Em resumo, o próprio Criador criou nosso universo e ao criar essa realidade Ele se identificou com a mesma e passou a habitar nela. Isso não significa que Deus mesmo seja plenamente dependente da nossa realidade, em decorrência do argumento cosmológico kalam demonstrar a auto-existência de Deus em outra dimensão. Por conseguinte o Criador criou essa realidade e se unificou com a mesma, embora Ele também exista sem o cosmo. Logo o Criador permanece independente do cosmo. Em outras palavras, o cosmo é Deus mas Deus é mais que o cosmo.

Refutando objeções ao argumento cosmológico

Refutando objeções ao argumento cosmológico kalam. Será que as objeções são consistentes?  Ou será que elas estão equivocadas e podem ser refutadas? Analisaremos agora. Obs 1: Esse argumento defende a criação a partir do nada, embora a criação a partir de Deus também seja plausível. Obs 2: A dimensão onde Deus habita em especial é o multiverso nível 4, enquanto o cosmos como Todo é o multiverso nível 1 e talvez 2. Um link como fonte de referência sobre o multiverso http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2372:o-enigma-do-multiverso&catid=15:artigos&Itemid=92

É interessante o objetor mencionar a teoria da relatividade geral. A própria teoria da relatividade enuncia um só ponto com infinita densidade, temperatura e curvatura e de volume zero, conhecido como singularidade inicial do Big Bang. O próprio tempo e espaço tiveram princípio nessa singularidade. Não havia espaço-tempo antes e sem o espaço-tempo não existe matéria nem energia. Em resumo, isso é um exemplo sólido e consistente de criação a partir do nada. Logo isso refuta o objetor, cuja alegação básica é que não havia nenhum exemplo concreto de criação a partir do nada. Com relação a segunda alegação do objetor, de que nós temos somente exemplos de criação do nada sem causas, ele está completamente equivocado. O objetor cita o vácuo quântico, entretanto o vácuo quântico é um oceano de energia virtual dotado de propriedades eletromagnéticas. É radicalmente distinto do conceito metafísico do nada absoluto. Em relação a terceira objeção, de que tudo que nós observamos tem uma causa física, isso não é verdadeiro com relação ao universo em si. Nosso universo é o conjunto de todas as entidades físicas. Logo se o universo teve um princípio, como a relatividade geral enuncia, então a sua Causa é necessariamente não-física. Se a Causa fosse física seria parte da criação em vez de ser Criador de tudo. A Causa Primeira precisa ser transcendente.

Com relação à alegação sobre falácia da composição, um universo infinito não possui frações nas escalas infinitamente amplas. Por exemplo, uma bolinha de gude em relação ao tamanho do planeta Terra é pequena mas em relação à nossa galáxia é menor ainda. Se por acaso estendermos a escala ao infinito a bolinha de gude será infinitamente pequena, tão pequena que ela não existirá em escala máxima. As partes finitas só existem em escalas limitadas. Desde que as partes finitas estruturam o Todo em escala subatômica, e o Todo unifica as partes finitas em escala máxima, portanto todas as características das partes se aplicam ao Todo. As características se unificam no Todo. Portanto o universo como Todo foi criado a partir do nada absoluto. Finalmente, com relação à afirmativa de que o tempo é necessário para causação, o próprio Criador pode residir em um plano dimensional mais elevado a partir do qual Ele criou o universo físico. O plano temporal superior é analogamente similar ao que se denomina como "universo global sem princípio". Então muito embora a dimensão onde Deus habita seja eterna, isso não implica que nosso universo "local" seja eterno. Sobre a teoria unificada da física, não devemos trocar o certo pelo duvidoso. Até o momento não há nenhuma tese que concilie mecânica quântica e relatividade geral, mas contudo isoladamente ambas tem vasta confirmação empírica. Logo elas não constituem contradição, mas representam descrições complementares do universo. Portanto a objeção enunciada no início do tópico está plenamente incorreta.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Como Deus criou tudo antes do tempo começar?

Há críticos ao argumento kalam que questionam o ato da criação dizendo que causalidade é necessariamente uma relação temporal e que antes do tempo começar não poderia haver nenhuma ação. A causa sempre precede o efeito no tempo. Será que tem razão?

Na verdade causalidade é uma relação estritamente ontológica. O que caracteriza causalidade é o fato de que nenhum efeito pode ter sido causado pelo nada. Logo apenas um ser poderia causar outro ser. Normalmente essa relação ontológica também envolve uma relação cronológica entre causa e efeito, mas isso não significa que o tempo seja condição necessária para a definição. Nesse ponto os críticos podem questionar: Mas como Deus criou sem tempo para criar? Isso é uma questão de perspectiva. Na perspectiva de Deus o espaço-tempo sempre existiu em virtude do Criador habitar no espaço-tempo. Muito embora na perspectiva do nosso universo tenha havido princípio definido. A pluralidade de perspectivas se baseia na oni-abrangência de Deus. Em referência a Deus qualquer dimensão é inferior e está contida nele. Em virtude de ambos co-existirem na perspectiva divina, portanto a criação do universo ocorre enquanto o próprio tempo já existia, ou seja, existia tempo para que ocorresse a criação. Portanto basta inferir que a Causa Primeira existe numa hiper-dimensão eterna e transcendente. Em resumo, causalidade é relação ontológica, alicerçada no princípio de que nenhum efeito poderia surgir sem causa eficiente. As vezes envolve relação cronológica, mas nem sempre. Porém mesmo que o tempo tenha sido condição necessária, o espaço-tempo sempre existiu em relação ao Criador. Em decorrência disso a criação do universo e a pré-existência do tempo como condição essencial são concomitantes. Em suma, havia tempo para que houvesse criação. Finalmente, o Criador habita em uma hiper-dimensão perpétua e incriada, que contém tudo. A partir dessa dimensão superior Deus teria produzido nosso cosmos. Conclui-se então que os críticos do raciocínio cosmológico kalam estão completamente equivocados.

sábado, 14 de junho de 2014

Argumento da Certeza sobre a existência de Deus

Uma crítica ao argumento da Certeza enuncia que é impossível determinar se Deus contém todas as possibilidades de existência e por isso exista com certeza. Será que esses críticos estão com a razão? Esse argumento visa demonstrar que a realidade ilimitada implica em certeza matemática de existência, embora a natureza exata das variáveis possa variar.

Introdução: A própria realidade sempre poderia transcender a fração observável, desde que a nossa capacidade de escrutinar os planos adicionais seria limitada. Então há infinitas possibilidades de existência, e no caso da inteligibilidade ser subtraída o cosmos ainda perfaz todas as possibilidades. Como ilustração, o universo com volume infinito e infinitos universos paralelos são exemplos. Definitivamente infinitos universos concebíveis estão em planos diferentes e sua configuração varia, sendo irrefutáveis por nossos princípios operacionais. No entanto talvez infalseáveis na prática, quantidade infinita de universos bolha são falseáveis a princípio. Por exemplo, o modelo enunciado pela cosmologia inflacionária referente ao multiverso proposto pela inflação caótica é falseável. Além disso, a evidência corrobora o postulado de que o universo é infinito, porque o universo quase certamente possui geometria euclidiana, sem borda ou fronteira. Por último, o universo espaço-tempo é sempre mais amplo que o horizonte cósmico de eventos. Mediante o princípio da isotropia e até em cenário estacionário, fronteiras em expansão de qualquer quadrante do cosmo infinito estão indelevelmente além do espectro empiricamente detectável. Complementarmente, uma seção poderia parecer ser esférica ou torus, embora inserida em setor euclidiano. A seção é segmento semelhante à circunvizinhança de objeto astronômico produzindo deformação espacial local. Como resultado o cosmo infinito pode alternar configurações locais. Portanto há infinitas possibilidades.

1 a) Normalmente estabelecer a factualidade ou realidade de uma hipótese específica implica em eliminar todas as alternativas. Por exemplo, estabelecer empiricamente a tese da expansão métrica do universo espaço-tempo significa eliminar a hipótese do estado estacionário, ou seja, comprovar que o universo está expandindo significa refutar que ele esteja em repouso absoluto. Por analogia, se eu tenho unicamente uma bolinha no meu bolso, ao demonstrar que existe uma bolinha específica preta eu elimino a hipótese de que poderia existir uma bolinha específica marrom. Em suma, no sentido lógico e racional hipóteses diametralmente opostas sobre o mesmo fenômeno não podem ser simultaneamente verdadeiras.

1 b) Contudo se nós postularmos uma entidade ilimitada todas as possibilidades de existência são tecnicamente viáveis. Ilustrando, se o conjunto ilimitado encompassa todas as bolinhas possíveis, a existência de uma bolinha específica amarela jamais refutaria a existência de uma bolinha específica vermelha. Isso significa que a existência ilimitada viabilizaria a estrutura do sistema multiverso, onde universo específico co-existe com pluralidade de universos em planos distintos. Paralelamente, se todas as variáveis inerentes ao universo existem ao mesmo tempo, por conseguinte nenhuma variável específica jamais poderia refutar outra porque o próprio universo abrange literalmente a tudo. Como resultado o universo pode conter subseções diferentes ao mesmo tempo. Em resumo, o ente ilimitado concilia em si todas as possibilidades de existência.

2 a) A probabilidade do nada depende do conhecimento prévio sobre alternativas de existência. Tipificando, a probabilidade de nenhuma bolinha é calculada no confronto com bolinhas: 1) A azul está no meu bolso. 2) A preta está no meu bolso. 3) A verde está no meu bolso. 4) Várias bolinhas estão no meu bolso. 5) Nenhuma está no bolso. Analogamente, sem conhecimento sobre o conceito dos buracos negros seria impossível estipular a probabilidade de não existir nenhum em um quadrante. Para saber a probabilidade de não existir vida em Marte é necessário equacionar as condições favoráveis à existência e as condições favoráveis à inexistência. Em síntese, quantificar o nada é contrastar com alternativas de ser (ex: vida vs não-vida). Logo sem conhecimento sobre alternativas de existência seria impossível mensurar a probabilidade do nada.

2 b) A probabilidade de inexistência é inversamente proporcional a probabilidade da existência. Adicionalmente, a sondagem sobre probabilidade do nada se baseia no conhecimento antecipado das alternativas de existência. Portanto se todas as variáveis possíveis estão somatizadas a probabilidade do nada é zero. Se porventura todos os mecanismos estiverem agregados não há possibilidade de inexistência do computador. Se todas as condições necessárias e suficientes para formação de determinada estrela se associarem, portanto a probabilidade de inexistência da estrela referida é zero. Se todas as condições para a existência de vida estão aglomeradas (incluso o tempo), a vida definitivamente existe e não há nenhuma possibilidade de inexistência. Logo se o Ser ilimitado tem todas as possibilidades de existência, então a probabilidade do nada é zero.

3) Nosso universo infinito concentra infinitos volumes de Hubble (distância a partir da qual um objeto se desloca mais rapidamente que a luz em relação a um observador). Portanto realiza todas as condições iniciais e todas as combinações possíveis. Isso inclui a própria configuração precisa de elementos químicos e físicos que reproduzem a consciência. Há probabilidade máxima que todas as combinações elementares se concretizem. Em virtude de 0,999... e o inteiro 1 serem idênticos, por essa razão o conjunto de infinitas unidades fundamentais de matéria é equivalente a uma realidade simples indivisível. Por consequência o ente absoluto e ilimitado transcende as estruturas complexas em escala máxima enquanto é constituído por todas as interações entre as frações elementares. Como resultado o Todo tem todas as propriedades combinatórias.

Conclusão: Acerca da possibilidade de existência, é impossível subtrair qualquer possibilidade de ser respaldado em alternativas diferentes. Já que o ente ilimitado sintetiza todas as possibilidades de ser, portanto detém todas as alternativas. Se eu tenho todos os universos possíveis contidos no multiverso portanto um universo específico não refutaria nenhum universo alternativo, desde que cada um existe em seu próprio plano. Se todas as variáveis estão configuradas em um universo nenhuma variável específica jamais poderia refutar outra desde que todas são intrínsecas ao cosmos. Como implicação o cosmo realmente intercala setores diferentes. Sobre probabilidade de inexistência, a probabilidade de nenhuma entidade infinita é inversamente proporcional a probabilidade da entidade infinita. Além disso, é calculada e quantificada balizado no conhecimento antecipado sobre as alternativas de existência. Se todas as condições necessárias e suficientes se materializarem, portanto a probabilidade de inexistência de qualquer estrela seria efetivamente zero. Se todas as condições para a existência de vida estão coligadas (incluso tempo suficiente), certamente existe vida. Se o Ser ilimitado incorpora todas as possibilidades de existência, a probabilidade de inexistência é estritamente zero. Finalmente, o Todo contém todas as combinações entre frações rudimentares e portanto todas as propriedades ontológicas possíveis. Logo o Ente ilimitado, dotado de infinitos fragmentos, inexoravelmente existe.


Definindo conceitos controversos e adicionais: 

Probabilidade: A realidade sempre poderia transcender a fração verificável, visto que a capacidade de escrutínio talvez seja limitada. Por isso há infinitas possibilidades de existência. Além disso, a probabilidade de existência de algo é inversamente proporcional a probabilidade de inexistência. Caso haja 90% de chance de existir vida em Marte portanto há 10% de chances de inexistir vida em Marte. Por essa razão se todas as condições necessárias e suficientes para a existência de algo estão agregadas, a probabilidade de inexistência é efetivamente zero. Como resultado o Ente absoluto existe pois contém as infinitas possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Partindo do princípio que 0,999... equivale ao inteiro 1, realmente a combinação entre partículas fundamentais alicerça e estrutura o próprio inteiro 1. Em virtude disso o Todo integraliza em si as propriedades combinatórias. 

As quantidades indefinidamente próximas são idênticas 
Intuitivamente não há último elemento entre 0,999... e 1, sendo que a diferença entre ambos é a menor possível. Em decorrência da diferença maior que zero resultar em término em direção a 1, logo a menor diferença possível é zero. Então o postulado que números indefinidamente próximos se equivalem é válido até para os sistemas não convencionais. Em um sentido estritamente lógico seria impossível preceituar uma diferença menor do que zero. Apenas na hipótese da menor diferença possível ser um infinitesimal entre números específicos essa inferência não seria válida. Porém isso é naturalmente inverídico, em virtude da diferença zero ser menor do que qualquer infinitesimal. Por consequência até mesmo em sistemas de análise não-padrão a premissa enunciada é legítima. 

Tempo entre emissão e recepção da luz: Entre o período da emissão de luz e o período de captação, houve tempo suficiente para o espaço expandir. Logo em cada setor o universo real é maior do que o universo observável. De acordo com o princípio da isotropia isso se aplica a todas as subseções do cosmo porque as evidências empíricas são universais. Portanto implica em infinitude espacial. Não existiria nenhum segmento menor ou equivalente a amplitude observável, de maneira que o universo seria realmente infinito. Isso resulta em infinitude real, não meramente potencial, pois de acordo com o princípio da isotropia cada quadrante do cosmo é atualmente maior que o espectro observável. Em suma, porque cada setor é maior agora que a parte observável o cosmo é infinito. Não há gradação cronológica e nem potência nenhuma.

O Princípio Cosmológico: Partindo do postulado de que a quantidade 0,999...é igual a 1, então as infinitas frações equivalem ao inteiro. Isso implica que todas as frações se unificam na escala do inteiro. Por essa razão acarreta no cosmos infinito e isotrópico. O Todo unifica e integra as partes em escala máxima, enquanto partes ancoram e estruturam o Todo em escala quântica. Portanto todas as especificidades combinatórias particularizam o Todo. Em suma, a uniformidade do Todo está estratificada no princípio da isotropia e na identidade entre as infinitas frações e o inteiro. Então o enunciado sobre infinitude é reciprocamente factual. Por absolutizar a evidência, na extensão do inteiro a isotropia resulta em infinitude. Em síntese, no universo como Todo cada segmento é maior que a fração detectável. Portanto o universo é infinito, e de fato o infinito inteiro e o infinito empírico coincidem.

Conceitos diversos: O universo pode ser isotrópico sem ser homogêneo. Isotropia enseja princípios estruturais que norteiam a operacionalidade do universo, enquanto a homogeneidade se refere a distribuição de matéria no espaço. A assinatura energética da radiação cósmica de fundo caracteriza isotropia, enquanto as configurações físicas referentes a distribuição de matéria se referem à homogeneidade. Anexamente, apenas o inteiro plenifica e materializa o Todo perfazendo o contingente máximo. Em síntese, somente o inteiro poderia ser equiparado ao cosmo como Todo. Quantidades diferentes do inteiro são frações relativas, em virtude de somente a definição de inteiro exigir completude, totalidade e plenitude efetiva. Unicamente o inteiro absolutiza e encompassa o cosmo, com relação a partículas fundamentais e rudimentares.

Sobre a Transcendência e Imanência: Partindo do dado elementar que em última análise a quantidade 0,999... equivale ao inteiro 1, se depreende então que a entidade ilimitada é transcendente e imanente. É transcendente porque o número inteiro 1 é diferente da soma de partes e frações, e imanente porque 0,999... é igual a soma das partes. Assim como metade do corpo de uma pessoa de dois metros de altura transcende a piscina de um metro de profundidade, metade do corpo está imanente nela e é contida pela piscina. Isso significa que o Todo é igual e diferente da soma das partes ao mesmo tempo. Ou seja, o Ser ilimitado é igualmente transcendente e imanente.

Os diferentes setores: A realidade em máxima plenitude preenche diferentes subseções e facetas que co-existem harmonicamente. Com relação ao universo isso jamais violaria o Princípio Cosmológico, porque esse princípio enuncia homogeneidade e isotropia apenas em máxima escala. Além disso, múltiplos universos paralelos podem co-existir cada um em seu próprio plano. Desde que não existem no mesmo plano logo eles não são mutuamente excludentes. Em resumo, todas as diferentes estruturas da realidade co-existem simetricamente em cada esfera. Como consequência todas as diferentes possibilidades de existência perfazem a realidade infinita em completude.

Inteligibilidade: No caso da realidade ser incognoscível e ininteligível, o cosmo pelo menos representa conjunto de possibilidades ontológicas. Para refutar alguma coisa é preciso pré-conhecimento. Portanto para se refutar a possibilidade do nosso universo detectável ser real seria imperativo sondar a essência inescrutável da realidade. Com efeito o cosmos sempre pode ser mais amplo que a fração verificável, em virtude da possibilidade perene da nossa deficiência em esquadrinhar os planos adicionais. Como implicação o conjunto de possibilidades é infinito. Logo nosso universo é real, porque encompassa todas as possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Existência inclui realidade, logo abrange toda realidade.

Testabilidade http://www.scientificamerican.com/article/gravitationalwavefindingcausesspringcleaninginphysics/WT.mc_id=SA_Facebook Transfinito http://legacy.earlham.edu/~peters/writing/infapp.htm  Demonstra a existência de conjuntos transfinitos, cuja quantidade de elementos seja efetivamente infinita. A cardinalidade de conjuntos transfinitos, porém, varia. Cardinalidade é a quantidade absoluta de elementos que todo conjunto específico possui. Em síntese, a existência de conjuntos literalmente infinitos viabiliza a existência da entidade ilimitada. A descoberta empírica recente sobre as ondas gravitacionais residuais, originadas da época inicial de inflação exponencial, corrobora com o postulado básico da teoria inflacionária caótica. Logo isso constitui uma condição de falseamento e portanto implica que a teoria sobre o multi-verso inflacionário é altamente plausível.

Caso alguma sequência seja seguida por infinitos zeros termina http://books.google.com.br/booksid=DaggCHkOk0kC&pg=PT105&lpg=PT105&dq="if+the+remainder+is+zero,+the+decimal+expansion+terminates"&source=bl&ots=IQXh0JZYA2&sig=fJUlQB4TYLw2jlBUwV4TQNGltI&hl=ptPT&sa=X&ei=vIByU4kG8GdqAbg4IDIDg&ved=0CGwQ6AEwCA#v=onepage&q&f=false Toda sequência de frações sucedida por série incessante e intermitente de zeros consecutivos termina antes dos zeros. A sequência de zeros não expressa acréscimo em referência à classe inicial e por isso é omitida. E se a série de zeros terminar em último dígito 1, o sequenciamento de noves termina nesse último dígito 1. Em síntese, o infinitesimal inicial terminaria antes da ordem subsequente. Então endossa enfaticamente que entre 0,999... e 1 não há infinitesimal e por conseguinte representam grandezas equivalentes. Por último, só se aplica ao sistema não-padrão contável.

0,999....= 1 http://en.wikipedia.org/wiki/0.999...  Isso significa que a referida quantidade infinita de partículas fundamentais de matéria é igual ao inteiro indivisível. Sem arbitrariedade, pois é o primeiro cardinal infinito. Combinados o inteiro 1 e as infinitas frações co-existem, porque a interação entre frações elementares estrutura o inteiro. Como resultado o Todo é unificante em escala máxima enquanto é constituído pela interação entre as infinitas frações. Na extensão do inteiro todas as partes se unificam como Todo. Logo o Todo unificador e a soma das partes são aspectos complementares e simultâneos. Como analogia, um objeto em mini-escala é constituído por átomos, embora em macro-escala ele seja uniforme. E assim peculiaridades combinatórias integram o Todo, visto que a micro-configuração edifica o  âmbito macro.

Qualquer subconjunto de um conjunto enumerável é enumerável http://books.google.com.br/booksid=cwEs5AkGp0MC&pg=PA76&lpg=PA76&dq=every+infinite+set+has+countable+subset&source=bl&ots=x8rRLtJ854&sig=hWwtM1UjSRDXaCJWKtKkmYwZl0k&hl=ptPT&sa=X&ei=bjoiU4OQNcaqkAfU0oHQCw&ved=0CH8Q6AEwBw#v=onepage&q=every%20infinite%20set%20has%20countable%20subset&f=false Sistemas http://www.tau.ac.il/~landman/Online_Class_Notes_file/Boolean/1%20%20Linear%20orders,%20discrete,%20dense%20and%20continuous.pdf Com parcimônia, o primeiro infinito ordinal é a quantidade estipulada de partículas no universo Aleph Zero (999...). Logo sistema de análise que preceitua sub-conjuntos que expandem a cardinalidade pré-enunciada não tem aplicação. Correlatamente, a estrutura ordinal de sistema não-convencional enumerável é principiada com sequência infinita de elementos padrão seguida de uma quantidade isomorfa aos racionais cuja expansão decimal é interminável. Em síntese, entre 0,999... e 1 a diferença é zero visto que no sistema padrão 0,999... = 1.

Proporção http://en.wikipedia.org/wiki/Repeating_decimal Proporção integral ocorre porque o percentual de determinada quantidade infinitamente próxima de um inteiro equivale ao inteiro. Por essa razão está baseada na equivalência 0,999...= 1. Todo inteiro tem proporção integral, ou seja, toda terminação decorre das infinitas frações. Em virtude das partículas elementares não ter composição, portanto a soma de partículas elementares não completa um inteiro. A menos que a quantidade de partículas fundamentais seja ampliada até à magnitude infinita. Em suma, a proporção integral das partículas fundamentais do universo é obtida elevando o número de partículas à quantidade infinita. Assim a proporção é indefinidamente próxima do inteiro e logo equivalente.

Singularidade http://books.google.com.br/booksid=8iE31hOlzE4C&pg=PT135&lpg=PT135&dq="infinite+density+and+zero+volume"&source=bl&ots=WriDdrXLyP&sig=-x5JTF3pYyka17ggx_dAQfFky8E&hl=ptPT&sa=X&ei=FtR8U_HSLJGm8QHh4oGQCA&ved=0CFwQ6AEwBg#v=onepage&q=%22infinite%20density%20and%20zero%20volume%22&f=false Na singularidade o volume do universo era zero e a densidade era infinita, desde que são valores inversamente proporcionais. Portanto na medida que a densidade e temperatura se tornaram finitas o espaço se tornou infinito. Isso corrobora a infinitude do universo. Após a singularidade do Big Bang e com a subsequente expansão, densidade e temperatura se tornaram finitas. Mas na singularidade, mesmo com magnitude espacial infinitesimal em vez de categoricamente zero, o valor da densidade era infinito. Então o ampliamento do espaço foi inversamente proporcional. Logo o cosmo é infinito.

O Tempo e o espaço http://books.google.com.br/books?id=fFSMatekilIC&pg=PA27&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Tempo e espaço são dimensões correlacionadas e codependentes, mas não são equivalentes. Caso espaço e tempo fossem idênticos, a magnitude do espaço deveria ser proporcional ao tempo desde a época do Big Bang até agora. No entanto o universo observável não possui 13 bilhões de anos luz de extensão. Na verdade tem cerca de 90 bilhões de anos luz de amplitude. Mas o espaço não começou a existir na singularidade? Na singularidade a densidade e temperatura eram infinitas. Em virtude do espaço ser inversamente proporcional, então na medida que esses valores se tornaram finitos, o espaço se tornou infinito. Por conseguinte o espaço é certamente infinito.

Isotropia http://preposterousuniverse.com/grnotes/grnoteseight.pdf Multiverso http://www.counterbalance.org/cq-guth/etern1-frame.html A quantidade absoluta de universos prevista no modelo inflacionário é infinita. Além disso, em todos as subseções do espaço as mesmas leis físicas e evidências empíricas se aplicam. Não há um setor privilegiado no universo pois a radiação cósmica de fundo é isotrópica, independente de homogeneidade. Isso embasa a infinitude espacial do próprio cosmo, em virtude do fator expansão do espaço entre a emissão de luz e sua recepção por um observador. Portanto implica que cada quadrante do universo é maior agora que seu fragmento observável. Logo segundo consta o universo não é potencialmente infinito, mas atualmente infinito.

A velocidade máxima da expansão espacial é superior a da luz  http://arxiv.org/abs/astro-ph/0310808 Logo a luz de referenciais suficientemente distantes jamais nos alcançaria. Em síntese, nosso universo sempre pode ser maior que a esfera observável. Isso resulta em infinitas possibilidades de existência e nenhuma possibilidade de inexistência. Em resumo, implica na certeza máxima de existência de uma entidade ilimitada. Combinado com o dado empírico de que as dobras espaciais estão situadas em espaço plano mais amplo, isso certamente viabiliza que um setor aparentemente esférico esteja localizado em segmento euclidiano mais abrangente. E assim por diante até totalizar o universo espaço-temporal infinito.

Dobra http://www.theguardian.com/science/2007/apr/15/spaceexploration.universe Na presença de massa o tecido do espaço (a sua própria estrutura) se "dobra" ou "deforma". Um corpo sideral muito próximo e de menor massa seria atraído em direção a essa distorção, assim como uma bola de gude numa superfície maleável com bola de tênis no centro. Mas o efeito é local. Em síntese, a dobra reproduz particularidades de espaço semi-esférico ou torus localmente embora esteja situada num espaço plano mais amplo. Portanto um quadrante específico do universo poderia caracterizar a dobra enquanto estaria inserido em uma subseção euclidiana mais abrangente. E assim por diante até totalizar o espaço-tempo infinito.

Como Deus pôde criar o cosmo sem matéria prima?

Há críticos do argumento kalam que alegam que era impossível Deus criar o universo espaço-tempo pois não havia matéria prima para criar o universo. Essa abordagem não enfoca a viabilidade da criação a partir do nada, mas unicamente a insustentabilidade da posição contrária. Será que eles estão com a razão?

Na verdade desde que o ato da criação e o começo do tempo co-existam é plenamente possível Deus criar o universo. A Causa é com certeza ontologicamente anterior ao efeito mas ela pode ser cronologicamente simultânea. No instante zero o ato da criação e o próprio tempo tiveram princípio. Como resultado havia efeito concomitante à Causa, precisamente em virtude do princípio do tempo e o ato divino da criação serem simultâneos. Isso torna a criação a partir do nada absoluto completamente desnecessária. Os críticos objetam alegando que seria necessário que a Causa seja anterior ao espaço-tempo para que a criação possa ocorrer. No entanto isso é nitidamente contraditório, porque exigiria que o tempo existisse antes de seu princípio para que ocorra a criação. Oras, se o espaço-tempo começou então sua Causa está além do espaço-tempo. Na realidade se o ato da criação e o princípio do tempo são simultâneos, então co-existem no instante zero e por conseguinte a criação a partir de matéria prima é possível. A co-existência entre Causa e efeito é a única condição essencial para o ato da criação a partir do Criador.  A precedência cronológica, ao contrário, não seria necessária. Desde que exista Causa e efeito no mesmo instante inicial, portanto foi possível à Causa produzir o efeito ao mesmo tempo em que a criação a partir do nada não é necessária. Em suma, a criação instantânea permite que efeito e Causa universal existam no mesmo instante zero, e assim a Causa poderia ter criado o efeito a partir de Si mesma. Resumidamente, a criação a partir do nada absoluto não teria sido necessária. Pelo contrário, o Criador pode ter criado a partir de Si no instante zero.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Demonstrando a factualidade da Bíblia Sagrada

Esse argumento se direciona especificamente à muitas formas de teísmo, ao deísmo, ao panteísmo, e ao politeísmo. Desde que o argumento parte da existência divina, ele não se direciona para ateus e agnósticos. 

Introdução: O método científico parte de postulados metafísicos básicos como a legitimidade epistêmica da lógica e da matemática. O método indutivo empírico parte do pressuposto axiomático de que somente os enunciados empiricamente verificáveis podem ser verdadeiros. Em virtude disso o método científico não pode ser comprovado mediante os seus próprios parâmetros epistêmicos. O princípio da testabilidade empírica, por exemplo, não pode ser empiricamente testado. Como resultado o método não se justifica. Por conseguinte a ciência está alicerçada na metafísica. Por essa razão as doutrinas da Palavra, sendo filosoficamente consistentes, autenticam o contexto sócio-histórico no qual elas foram emitidas e toda doutrina secundária calcada nas doutrinas fundamentais. A realidade metafísica resulta na factualidade da ciência, desde que a metafísica é a sondagem da própria realidade em sua esfera mais fundamental. Se por acaso qualquer assunto abordado pela Bíblia fosse cientificamente inverídico, como implicação a metafísica em si estaria subordinada à ciência em vez do contrário. Por exemplo, desde que a história é uma ciência e que a ciência está alicerçada na metafísica, portanto se as doutrinas bíblicas são verdadeiras o registro histórico deve igualmente ser verdadeiro. Do contrário a ciência determinaria a veracidade da metafísica em vez do oposto.

Em resumo, a metafísica é a realidade em seu âmago e se aplica às ramificações secundárias da própria, pois qualquer realidade de maior hierarquia determina a veracidade da inferior. No entanto, caso qualquer temática abordada pela Bíblia fosse empiricamente inautêntica, então a metafísica estaria sujeita a ciência em vez do contrário. Resumidamente, todas as esferas descritas pela ciência, como a história, precisam ser verdadeiras quando são aplicadas a Bíblia. Por que? Porque a própria ciência em todas as suas áreas está ancorada na metafísica enquanto a Bíblia é metafisicamente consistente e genuína. Finalmente, nenhum ser humano poderia inventar o cenário descrito na Bíblia baseado em conhecimento, pois as verdades fundamentais são irreplicáveis e há somente um registro sobre elas. Por exemplo, Deus só poderia se encarnar em Cristo uma vez (desde que não haveria mais necessidade de se tornar humano). Além disso, há um só documento sobre o único Deus tri-uno cujo Filho se encarnou pra remir o homem mediante Sua graça. Portanto a evidência contemporânea disponível atesta veementemente que as doutrinas bíblicas são mesmo verdadeiras.



Doutrinas:

1) Unidade, por dois ou mais seres ilimitados se limitariam um ao outro. Deus é ilimitado pois Ele não se limita por nada extrinseco, desde que é o Criador e Sustentador de todas as coisas. O ser é a soma dos atributos, e portanto um atributo não pode ser maior do que seu próprio ser. Então ser ilimitado com relação ao espaço-tempo é ser totalmente ilimitado. Além disso, a unidade ilimitada implica que Ele contém os seres do universo e ao mesmo tempo é virtualmente simples. Os seres finitos que Ele contém se tornam matematicamente zero em escala infinita, embora sejam reais em escalas finitas, e por consequência a multiplicidade e unicidade definitivamente co-existem na essência de Deus.

2) Salvação mediante a Graça, pois Deus é a origem única do Bem, pelo fato de Ele ser o Criador e a Fonte  última do bem observado no universo criado. Portanto unicamente Ele tem em Si mesmo as qualidades essenciais que empresta às Suas criaturas racionais. Ele é a Causa Primária do universo criado. Portanto efeitos como o bem moral, exemplificado e materializado em entidades morais, pertencem em última análise unicamente ao Deus Criador. Logo a salvação só poderia ser dádiva recebida apenas mediante a fé. As boas obras são consequência necessária da salvação,  mas não sua causa eficiente, e logo não sua fonte meritória. Apenas a salvação pela graça corresponde à qualidade divina de Causa Primeira.

3) Encarnação, porque o estado presente do homem é ausência de vínculo e comunhão imediata com Deus, a fonte única do bem. O mal é privação do bem e existe somente como corrupção do bem. Por exemplo, câncer existe unicamente nos tecidos orgânicos e a traça existe somente em roupas. A Encarnação é viável, porque atributos humanos finitos estariam contidos nos atributos divinos infinitos. Por exemplo, a fome evidencia energia limitada como ser humano e a sua ausência indica energia ilimitada como Deus. Ambas as características co-existem e a primeira é expandida pela segunda. Portanto Deus teria de unir Sua virtude com a natureza humana, senão o homem não seria digno da comunhão direta com o Criador. E a única maneira era se unir essencialmente com ele, com a finalidade de representar efetivamente o ser humano.

4) Trindade, porque Deus não criou por alguma necessidade de relacionamento com o homem ou com entidades angelicais, mas unicamente para compartilhar de Sua ampla suficiência pessoal: O Amor, o Amante, e o Amado. A motivação divina foi compartilhar dos recursos insondáveis de Sua existência trinitária.  Além disso, a Trindade não é contraditória porque é uma unidade composta, como um simples trevo de 3 folhas ou um triângulo de 3 lados. Unidades compostas ocorrem naturalmente em nossa realidade física, constituída por células, moléculas, átomos e partículas. É um conceito muito difundido,  conhecido e comum. Por último, a Trindade significa que embora a base da Divindade seja única e absolutamente simples, ainda assim existem três ramificações.


Conclusão: Todas as doutrinas fundamentais supracitadas são metafisicamente verdadeiras. Desde que a metafísica é a realidade em seu próprio âmago, em seu contexto mais básico e amplo, logo a veracidade das doutrinas cardeais autentica todas as doutrinas e relatos secundários da Bíblia. Unidade: João 17:3, I Timóteo 2:5, I Coríntios 8:6. Redenção pela Graça: Efésios 2:8, Romanos 10:3, Filipenses 3:9. Encarnação divina: João 1:1-14, Filipenses 2:6-8, I Timóteo 3:16. Trindade: Mateus 28:19, 2 Coríntios 13:13. Jesus até autenticou o Antigo Testamento: Mateus 5:17-18. Além disso, Jesus endossou o Novo Testamento em João 16: 12 a 14. Obs: Na doutrina da Trindade está inclusa a doutrina da deidade de Cristo. Além disso, a aplicabilidade do presente argumento depende da hierarquia epistêmica. Caso as ciências determinem a legitimidade da metafísica, o que é cientificamente correto é metafisicamente correto. Porém se a metafísica determina a veracidade da ciência então o que é metafisicamente factual tb é cientificamente factual. Nesse caso a análise científica disponível, ou a análise de assuntos secundários, poderia estar equivocada e esperando novos dados.