terça-feira, 9 de setembro de 2014

Será que o cosmos é meramente uma simulação?

Será que as interpretações subjetivas sobre simulação holográfica ou computacional da realidade seriam válidas? Isso será discutido resumidamente. O argumento não pretende refutar esses cenários, mas salientar que até nessas hipóteses a realidade é objetiva. 

Uma vez que a existência contém realidade, o raciocínio aborda a plenitude da realidade e não meramente a plenitude da existência. Existência contém realidade objetiva e ilusão subjetiva. Ilusão é a distorção da existência objetiva. No entanto se tudo existe não há distorção porque até a distorção seria forma distinta de realidade. Se tudo possui existência objetiva não há possibilidade de ilusão. Se cada universo existe a simulação é subproduto do multiverso e cada possibilidade seria apenas ramificação da realidade objetiva. Ou seja, acarreta na existência objetiva de todas as possibilidades. Em segundo lugar, o argumento parte do enunciado insofismável de que probabilidade de existência é inversamente proporcional a probabilidade de inexistência. A relatividade geral postula um só ponto de volume zero e infinita densidade e curvatura. Porque são inversamente proporcionais, por isso na medida que esses valores se tornaram finitos o volume se tornou infinito. Adicionalmente, a evidência do princípio da isotropia, o princípio cosmológico. Esse princípio enseja que em todos os quadrantes do cosmo as mesmas leis e evidências empíricas se aplicam. Do momento que os corpos emitiram luz até o momento que um observador específico captou essa luz houve tempo suficiente para o espaço-tempo se expandir. Logo a amplitude real é sempre maior que a extensão observável. Aplicando o princípio da isotropia, logo em todas as subseções do universo a amplitude real será maior que a extensão observável. Atualmente maior, não potencialmente maior. Então o universo é realmente infinito. De fato o multiverso nível 1 sempre transcende a fração observável, em virtude da expansão ser mais rápida que a luz ejetada por cada sistema astronômico. Com efeito isso agrega todas as possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Portanto demonstra que o cosmos tem existência real e objetiva. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Esclarecimento sobre as muitas habitações de Deus

Para entender os argumentos anteriores é preciso uma definição básica dos muitos multiversos e sua relação com Deus. Origem e hierarquia cósmica são definidas aqui. Obs: Raciocínio baseado em especulação que talvez não expanda o argumento da Certeza.   http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

Segundo a classificação de Max Tegmark há quatro tipos básicos e elementares de multiverso. O multiverso nível 1, que consiste em infinitos universos bolha compartilhando o mesmo espaço-tempo. O multiverso nível 2, gerado pelo contínuo processo inflacionário de expansão. O multiverso nível 3, produzido pela pluralidade de estados quânticos superpostos se ramificando. E finalmente há o multiverso nível 4, formado por estruturas matemáticas abstratas que seriam a base da realidade. Se nosso universo teve princípio, logo esse multiverso nível 1 teve princípio. Esse princípio deve ser atribuído ao processo inflacionário e paralelamente ao processo de desdobramento quântico. Esses seriam os dois meios mediante os quais Deus teria criado nosso universo. Mas onde Deus habita? Ele habita especialmente em uma dimensão do multiverso nível 4 onde a estrutura matemática de que infinitas frações equivalem ao inteiro co-existe com outras estruturas similares. Por conseguinte em escala máxima Deus unifica todos os multiversos inferiores em uma só realidade unívoca, e compartilha de todas as propriedades operacionais. O mesmo raciocínio utilizado para nosso universo é utilizado nessa argumentação. Em resumo, há quatro tipos básicos de multiverso. Deus reside em uma dimensão do multiverso nível 4, reino das abstrações matemáticas. Nele a estrutura matemática da equivalência entre as infinitas frações e o inteiro se aplica. Isso significa que em máxima escala Ele unifica todos os multiversos na realidade infinitamente simples que compartilha das propriedades específicas das partes. Sobre a origem do cosmo, é principiada por Deus, o Criador, e instrumentalizada pelo processo inflacionário e pela ramificação quântica. Por fim, a alternativa aos multiversos é a esfera sobrenatural, e portanto a primeira habitação divina seria a realidade metafísica sobrenatural. Logo a questão está resolvida.

domingo, 27 de julho de 2014

Relação entre limites e a fonte infinita de energia

As propriedades combinatórias se aplicam em essência ao Todo. Mas essa essência obviamente não inclui o processo físico, desde que em escala máxima não existem partes e nem unidades físicas ou materiais. O resultado da digestão em si é proporcionamento e provisão de energia metabólica. A auto-consciência em si resulta do fenômeno neuroquímico e da estrutura macromolecular que o viabiliza. Em suma, a característica da matéria é prover energia mecânica. Como resultado do Todo ser enumerável, logo qualquer subconjunto é. Então o próprio conjunto da energia utilizável não é plenamente dissipado pois o conjunto é fracionável em infinitos sub-conjuntos iguais. Por essa razão o reabastecimento de energia ou a eficiência menor que 100% não tem correlação com o Todo. Obviamente as limitações não são aplicáveis ao próprio Todo, em decorrência do Todo ser ilimitado e sem nenhuma insuficiência ou deficiência. Em resumo, o próprio Todo possui a mesma essência básica das combinações fundamentais, mas sem limitação. Porque o Todo tem abrangência ilimitada de energia, nenhuma deficiência é atribuível ao Todo. Em síntese, a própria matéria produz energia mecânica que opera o cosmos como Todo. Com efeito tão somente esse aspecto do fornecimento e suprimento inesgotável de energia poderia ser atribuído ao Todo. Isso significa que a própria energia ilimitada do Todo enumerável não precisa de recomposição e tem 100% de eficiência. Por consequência está determinada a relação entre a Plenitude da realidade e as combinações que a constituem.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Definindo relação entre Deus e a realidade em si

Afinal qual a relação entre o Criador e a realidade em si? Obs: Uma especulação alicerçada na natureza complexa do multiverso e que não expande necessariamente o argumento da Certeza. O mesmo princípio válido para a Totalidade simples composta por infinitas frações se aplica aqui. O Criador habita em especial no multiverso nível 4, mas o cosmo como Todo é o multiverso nível 1 talvez até o 3 http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

Na verdade quando o Deus Criador criou o universo Ele mesmo se identificou plenamente com a criação. Quando o Criador criou os planos inferiores da realidade o Supremo passou a habitar nessa realidade que Ele criou. Em virtude de Deus não estar separado de nenhuma realidade então é imanente. Isso não significa que Deus não seja transcendente, pois o Criador dos planos inferiores habita em uma hiper-dimensão que transcende nossa própria dimensão. Com efeito o argumento cosmológico kalam demonstra que nossa dimensão teve início, mas a quantidade infinitamente próxima do inteiro de multiversos demonstra que Deus é totalmente simples e portanto se identifica com o cosmo. Logo Deus é transcendente e imanente. É um panenteísmo, contudo baseado na Bíblia. Em Atos 17:28, por exemplo, está escrito que nós vivemos, nos movemos e existimos em Deus. Em Efésios 4:10 e Jeremias 23:24 está escrito que Deus preenche toda a realidade com Sua presença. Finalmente no texto de I Reis 8:27 está escrito que nem o céu e nem os céus dos céus poderiam conter ao Criador. Em resumo, Deus é simples pois a quantidade de cosmos se aproxima infinitamente do inteiro. Logo o Deus Criador criou nosso universo e ao criar essa realidade Deus se unificou com nossa dimensão e passou a conter a mesma. Isso não significa que a Causa seja dependente da nossa realidade, em decorrência do argumento cosmológico de kalam demonstrar a auto-existência de Deus em dimensão mais ampla. Em síntese, Deus é simples e ao criar esse universo se unificou com o mesmo, embora seja auto-existente.  Logo Deus é independente do cosmo. Em outras palavras, o cosmo é Deus mas Deus é mais que o cosmo.

Refutando objeções ao argumento cosmológico

Refutando objeções ao argumento cosmológico kalam. Será que as objeções são consistentes?  Ou será que todas estão equivocadas e podem ser refutadas? Analisaremos agora. Obs 1: Há especulação baseada nos vários multiversos que não expande necessariamente o argumento da Certeza. Obs 2: A dimensão onde Deus habita em especial é o multiverso nível 4, enquanto o cosmos como Todo é o multiverso nível 1 talvez até o nível 3. Link como referência sobre múltiplos tipos diferentes de multiverso, do primeiro até o último.  http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

É interessante o objetor mencionar a teoria da relatividade geral. A própria teoria da relatividade enuncia um só ponto com infinita densidade, temperatura e curvatura e de volume zero, conhecido como singularidade inicial do Big Bang. O próprio tempo e espaço tiveram princípio nessa singularidade. Não havia espaço-tempo antes e sem o espaço-tempo não existe matéria nem energia. Em resumo, isso é um exemplo sólido e consistente de criação a partir do nada. Portanto refuta o objetor, cuja proposição fundamental é que não existe exemplo concreto de criação a partir do nada. Com relação a segunda alegação do objetor, de que nós temos somente exemplos de criação do nada sem causas, ele está completamente equivocado. O objetor cita o vácuo quântico. No entanto o vácuo quântico é um oceano de energia virtual dotado de propriedades eletromagnéticas. É radicalmente distinto do conceito metafísico do nada absoluto. Em relação a terceira objeção, de que tudo que nós observamos tem uma causa física, isso não é verdadeiro com relação ao universo em si. Nosso universo é o conjunto de todas as entidades físicas. Logo se o universo teve um princípio, como a relatividade geral enuncia, então a sua Causa é necessariamente não-física. Se a Causa fosse física seria parte da criação em vez de ser a Causa Primeira. A Causa Primeira precisa ser transcendente.

Com relação à alegação sobre falácia da composição, um universo infinito não possui frações nas escalas infinitamente amplas. Por exemplo, uma bolinha de gude em relação ao tamanho do planeta Terra é pequena mas em relação à nossa galáxia é menor ainda. Se por acaso estendermos a escala ao infinito a bolinha de gude será infinitamente pequena, tão pequena que ela não existirá em escala máxima. As partes finitas só existem em escalas limitadas. Desde que as partes finitas estruturam o Todo em escala subatômica, e o Todo unifica as partes finitas em escala máxima, portanto todas as características das partes se aplicam ao Todo. As características se unificam no Todo. Portanto o universo como Todo foi criado a partir do nada absoluto. Finalmente, com relação à afirmativa de que o tempo é necessário para causação, o próprio Criador pode residir em um plano dimensional mais elevado a partir do qual Ele criou o universo físico. O plano temporal superior é analogamente similar ao que se denomina como "universo global sem princípio". Então muito embora a dimensão onde Deus habita seja eterna, isso não implica que nosso universo "local" seja eterno. Sobre a teoria unificada da física, não devemos trocar o certo pelo duvidoso. Até o momento não há nenhuma tese que concilie mecânica quântica e relatividade geral, mas contudo isoladamente ambas tem vasta confirmação empírica. Logo elas não constituem contradição, mas representam descrições complementares do universo. Portanto a objeção enunciada no início do tópico está plenamente incorreta.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Como Deus criou tudo antes do tempo começar?

Há críticos ao argumento kalam que questionam o ato da criação dizendo que causalidade é necessariamente uma relação temporal e que antes do tempo começar não poderia haver nenhuma ação. A causa sempre precede o efeito no tempo. Será que tem razão?

Na verdade causalidade é uma relação estritamente ontológica. O que caracteriza causalidade é o fato de que nenhum efeito pode ter sido causado pelo nada. Logo apenas um ser poderia causar outro ser. Normalmente essa relação ontológica também envolve uma relação cronológica entre causa e efeito, mas isso não significa que o tempo seja condição necessária para a definição. Nesse ponto os críticos podem questionar: Mas como Deus criou sem tempo para criar? Isso é uma questão de perspectiva. Na perspectiva de Deus o espaço-tempo sempre existiu em virtude do Criador habitar no espaço-tempo. Muito embora na perspectiva do nosso universo tenha havido princípio definido. A pluralidade de perspectivas se baseia na oni-abrangência de Deus. Em referência a Deus qualquer dimensão é inferior e está contida nele. Em virtude de ambos co-existirem na perspectiva divina, portanto a criação do universo ocorre enquanto o próprio tempo já existia, ou seja, existia tempo para que ocorresse a criação. Portanto basta inferir que a Causa Primeira existe numa hiper-dimensão eterna e transcendente. Em resumo, causalidade é relação ontológica, alicerçada no princípio de que nenhum efeito poderia surgir sem causa eficiente. As vezes envolve relação cronológica, mas nem sempre. Porém mesmo que o tempo tenha sido condição necessária, o espaço-tempo sempre existiu em relação ao Criador. Em decorrência disso a criação do universo e a pré-existência do tempo como condição essencial são concomitantes. Em suma, havia tempo para que houvesse criação. Finalmente, o Criador habita em uma hiper-dimensão perpétua e incriada, que contém tudo. A partir dessa dimensão superior Deus teria produzido nosso cosmos. Conclui-se então que os críticos do raciocínio cosmológico kalam estão completamente equivocados.

sábado, 14 de junho de 2014

Argumento da Certeza sobre a existência de Deus

Uma crítica ao argumento da Certeza enuncia que é impossível determinar se Deus contém todas as possibilidades de existência e por isso exista com certeza. Será que esses críticos estão com a razão? Esse argumento visa demonstrar que a realidade ilimitada implica em certeza matemática de existência, embora a natureza exata das variáveis possa variar.

Introdução: A própria realidade sempre poderia transcender a fração observável, desde que a nossa capacidade de escrutinar os planos adicionais seria limitada. Então há infinitas possibilidades de existência. No caso da inteligibilidade ser subtraída a realidade ainda perfaz todas as possibilidades. Como ilustração, o universo com volume infinito e infinitos universos paralelos são exemplos. Definitivamente infinitos universos concebíveis estão em planos diferentes e sua configuração varia, sendo irrefutáveis por nossos princípios operacionais. No entanto talvez infalseáveis na prática, quantidade infinita de universos bolha são falseáveis a princípio. Por exemplo, o modelo enunciado pela cosmologia inflacionária referente ao multiverso proposto pela inflação caótica é falseável. Além disso, a evidência corrobora o postulado de que o universo é infinito, porque o universo quase certamente possui geometria euclidiana, sem borda ou fronteira. Por último, o universo espaço-tempo é sempre mais amplo que o horizonte cósmico de eventos. Mediante o princípio da isotropia e incluso o cenário estacionário, fronteiras em expansão de qualquer quadrante do cosmo infinito estão indelevelmente além do espectro empiricamente detectável. Complementarmente, uma seção poderia aparentar ser esférica ou torus, embora inserida em setor euclidiano. A seção é o segmento semelhante à circunvizinhança de objeto astronômico produzindo deformação espacial local. Como resultado o cosmo infinito pode alternar configurações locais. Portanto há infinitas possibilidades.

1 a) Normalmente estabelecer a factualidade ou realidade de uma hipótese específica implica em eliminar todas as alternativas. Por exemplo, estabelecer empiricamente a tese da expansão métrica do universo espaço-tempo significa eliminar a hipótese do estado estacionário, ou seja, comprovar que o universo está expandindo significa refutar que ele esteja em repouso absoluto. Por analogia, se eu tenho unicamente uma bolinha no meu bolso, ao demonstrar que existe uma bolinha específica preta eu elimino a hipótese de que poderia existir uma bolinha específica marrom. Em suma, no sentido lógico e racional hipóteses diametralmente opostas sobre o mesmo fenômeno não podem ser simultaneamente verdadeiras.

1 b) Contudo se nós postularmos uma entidade ilimitada todas as possibilidades de existência são tecnicamente viáveis. Ilustrando, se o conjunto ilimitado encompassa todas as bolinhas possíveis, a existência de uma bolinha específica amarela jamais refutaria a existência de uma bolinha específica vermelha. Isso significa que a existência ilimitada viabilizaria a estrutura do sistema multiverso, onde universo específico co-existe com pluralidade de universos em planos distintos. Paralelamente, se todas as variáveis inerentes ao universo existem ao mesmo tempo, por conseguinte nenhuma variável específica jamais poderia refutar outra porque o próprio universo abrange literalmente a tudo. Como resultado o universo pode conter subseções diferentes ao mesmo tempo. Em resumo, o ente ilimitado concilia em si todas as possibilidades de existência.

2 a) A probabilidade do nada depende do conhecimento prévio sobre alternativas de existência. Tipificando, a probabilidade de nenhuma bolinha é calculada no confronto com bolinhas: 1) A azul está no meu bolso. 2) A preta está no meu bolso. 3) A verde está no meu bolso. 4) Várias bolinhas estão no meu bolso. 5) Nenhuma está no bolso. Analogamente, sem conhecimento sobre o conceito dos buracos negros seria impossível estipular a probabilidade de não existir nenhum em um quadrante. Para saber a probabilidade de não existir vida em Marte é necessário equacionar as condições favoráveis à existência e as condições favoráveis à inexistência. Em síntese, quantificar o nada é contrastar com alternativas de ser (ex: vida vs não-vida). Logo sem conhecimento sobre alternativas de existência seria impossível mensurar a probabilidade do nada.

2 b) A probabilidade de inexistência é inversamente proporcional a probabilidade da existência. Adicionalmente, a sondagem sobre probabilidade do nada se baseia em conhecimento antecipado das alternativas de existência. Portanto se todas as variáveis possíveis estão somatizadas a probabilidade do nada é zero. E se porventura todos os mecanismos estiverem agregados não há possibilidade de inexistência do computador. Se todas as condições necessárias e suficientes para formação de determinada estrela se associarem, portanto a probabilidade de inexistência da estrela referida é zero. Se todas as condições para a existência de vida estão aglomeradas (incluso o tempo), a vida definitivamente existe e não há nenhuma possibilidade de inexistência. Logo se o Ser ilimitado tem todas as possibilidades de existência, então a probabilidade do nada é zero.

3) Nosso universo infinito concentra infinitos volumes de Hubble (distância a partir da qual um objeto se desloca mais rapidamente que a luz em relação a um observador). Portanto realiza todas as condições iniciais e todas as combinações possíveis. Isso inclui a própria configuração precisa de elementos químicos e físicos que reproduzem a consciência. Há probabilidade máxima que todas as combinações elementares se concretizem. Em virtude de 0,999... e o inteiro 1 serem idênticos, por essa razão o conjunto de infinitas unidades fundamentais de matéria é equivalente a uma realidade simples indivisível. Por consequência o ente absoluto e ilimitado transcende as estruturas complexas em escala máxima enquanto é constituído por todas as interações entre as frações elementares. Como resultado o Todo tem todas as propriedades combinatórias.

Conclusão: Acerca da possibilidade de existência, é impossível subtrair qualquer possibilidade de ser respaldado em alternativas diferentes. Já que o ente ilimitado sintetiza todas as possibilidades de ser, portanto detém todas as alternativas. Se eu tenho todos os universos possíveis contidos no multiverso portanto um universo específico não refutaria nenhum universo alternativo, desde que cada um existe em seu próprio plano. Se todas as variáveis estão configuradas em um universo nenhuma variável específica jamais poderia refutar outra visto que o cosmo infinito encompassa tudo. Como implicação o cosmo realmente intercala setores diferentes. Sobre probabilidade de inexistência, a probabilidade de nenhuma entidade infinita é inversamente proporcional a probabilidade da entidade infinita. Além disso, é calculada e quantificada baseado em conhecimento antecipado sobre as alternativas de existência. Se todas as condições necessárias e suficientes se materializarem, portanto a probabilidade de inexistência de qualquer estrela seria efetivamente zero. Se todas as condições para a existência de vida estão coligadas (incluso tempo suficiente), certamente existe vida. Se o Ser ilimitado incorpora todas as possibilidades de existência, a probabilidade de inexistência é estritamente zero. Finalmente, o Todo contém todas as combinações entre frações rudimentares e portanto todas as propriedades ontológicas possíveis. Logo o Ente ilimitado, dotado de infinitos fragmentos, inexoravelmente existe.


Definindo conceitos controversos e adicionais: 

Probabilidade: A realidade sempre poderia transcender a fração verificável, visto que a capacidade de escrutínio talvez seja limitada. Por isso há infinitas possibilidades de existência. Além disso, a probabilidade de existência de algo é inversamente proporcional a probabilidade de inexistência. Caso haja 90% de chance de existir vida em Marte portanto há 10% de chances de inexistir vida em Marte. Por essa razão se todas as condições necessárias e suficientes para a existência de algo estão agregadas, a probabilidade de inexistência é efetivamente zero. Como resultado o Ente absoluto existe pois contém as infinitas possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Partindo do princípio que 0,999... equivale ao inteiro 1, realmente a combinação entre partículas fundamentais alicerça e estrutura o próprio inteiro 1. Em virtude disso o Todo integraliza em si as propriedades combinatórias. 

As quantidades indefinidamente próximas são idênticas 
Intuitivamente não há último elemento entre 0,999... e 1, sendo que a diferença entre ambos é a menor possível. Em decorrência da diferença maior que zero resultar em término em direção a 1, logo a menor diferença possível é zero. Então o postulado que números indefinidamente próximos se equivalem é válido até para os sistemas não convencionais. Em um sentido estritamente lógico seria impossível preceituar uma diferença menor do que zero. Apenas na hipótese da menor diferença possível ser um infinitesimal entre números específicos essa inferência não seria válida. Porém isso é naturalmente inverídico, em virtude da diferença zero ser menor do que qualquer infinitesimal. Por consequência até mesmo em sistemas de análise não-padrão a premissa enunciada é legítima. 

Tempo entre emissão e recepção da luz: Entre o período da emissão de luz e o período de captação, houve tempo suficiente para o espaço expandir. Logo em cada setor o universo real é maior do que o universo observável. De acordo com o princípio da isotropia isso se aplica a todas as subseções do cosmo porque as evidências empíricas são universais. Portanto implica em infinitude espacial. Não existiria nenhum segmento menor ou equivalente a amplitude observável, de maneira que o universo seria realmente infinito. Isso resulta em infinitude real, não meramente potencial, pois de acordo com o princípio da isotropia cada quadrante do cosmo é atualmente maior que o espectro observável. Em suma, porque cada setor é maior agora que a parte observável o cosmo é infinito. Não há gradação cronológica e nem potência nenhuma.

O Princípio Cosmológico: Partindo do postulado de que a quantidade 0,999...é igual a 1, então as infinitas frações equivalem ao inteiro. Isso implica que todas as frações se unificam na escala do inteiro. Por essa razão acarreta no cosmos infinito e isotrópico. O Todo unifica e integra as partes em escala máxima, enquanto partes ancoram e estruturam o Todo em escala quântica. Portanto todas as especificidades combinatórias particularizam o Todo. Em suma, a uniformidade do Todo está estratificada no princípio da isotropia e na identidade entre as infinitas partes e o inteiro. Então o enunciado sobre infinitude é reciprocamente factual. Por absolutizar toda evidência, na extensão do inteiro a isotropia resulta em infinitude. Em resumo, no cosmo como Todo cada segmento é mais amplo que a parte detectável. Logo o universo é infinito porquanto o inteiro converge com o substrato empírico.

Conceitos diversos: O universo pode ser isotrópico sem ser homogêneo. Isotropia enseja princípios estruturais que norteiam a operacionalidade do universo, enquanto a homogeneidade se refere a distribuição de matéria no espaço. A assinatura energética da radiação cósmica de fundo caracteriza isotropia, enquanto as configurações físicas referentes a distribuição de matéria se referem à homogeneidade. Anexamente, apenas o inteiro plenifica e materializa o Todo perfazendo a quantidade absoluta. Em síntese, somente o inteiro poderia ser equiparado ao cosmo como Todo. Quantidades diferentes do inteiro são frações relativas, em virtude de somente a definição de inteiro exigir completude, totalidade e plenitude efetiva. Unicamente o inteiro absolutiza e encompassa o cosmo, com relação a partículas fundamentais e rudimentares.

Sobre a Transcendência e Imanência: Partindo do dado elementar que em última análise a quantidade 0,999... equivale ao inteiro 1, se depreende então que a entidade ilimitada é transcendente e imanente. É transcendente porque o número inteiro 1 é diferente da soma de partes e frações, e imanente porque 0,999... é igual a soma das partes. Assim como metade do corpo de uma pessoa de dois metros de altura transcende a piscina de um metro de profundidade, metade do corpo está imanente nela e é contida pela piscina. Isso significa que o Todo é igual e diferente da soma das partes ao mesmo tempo. Ou seja, o Ser ilimitado é igualmente transcendente e imanente.

Os diferentes setores: A realidade em máxima plenitude preenche distintas sub-estruturas e facetas co-existindo harmonicamente. Com relação ao universo isso jamais violaria o Princípio Cosmológico, porque esse princípio enuncia homogeneidade e isotropia apenas em máxima escala. Além disso, múltiplos universos paralelos podem co-existir cada um em seu próprio plano. Desde que não existem no mesmo plano logo eles não são mutuamente excludentes. Em resumo, todas as diferentes estruturas da realidade co-existem simetricamente em cada esfera. Como consequência todas as diferentes possibilidades de existência perfazem a realidade infinita em completude.

Inteligibilidade: No caso da realidade ser incognoscível e ininteligível, o cosmo pelo menos representa conjunto de possibilidades ontológicas. Para refutar alguma coisa é preciso pré-conhecimento. Portanto para se refutar a possibilidade do nosso universo detectável ser real seria imperativo sondar a essência inescrutável da realidade. Com efeito o cosmos sempre pode ser mais amplo que a fração verificável, em virtude da possibilidade perene da nossa deficiência em esquadrinhar os planos adicionais. Como implicação o conjunto de possibilidades é infinito. Logo nosso universo é real, porque encompassa todas as possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Se tudo existe logo não há espaço nenhum para a ilusão.

Testabilidade http://www.scientificamerican.com/article/gravitationalwavefindingcausesspringcleaninginphysics/WT.mc_id=SA_Facebook Transfinito http://legacy.earlham.edu/~peters/writing/infapp.htm  Demonstra a existência de conjuntos transfinitos, cuja quantidade de elementos seja efetivamente infinita. A cardinalidade de conjuntos transfinitos, porém, varia. Cardinalidade é a quantidade absoluta de elementos que todo conjunto específico possui. Em síntese, a existência de conjuntos literalmente infinitos viabiliza a existência da entidade ilimitada. A possível descoberta recente sobre as ondas gravitacionais residuais, originadas da época inicial de inflação exponencial, corrobora com o postulado básico da teoria inflacionária caótica. Logo isso constitui uma condição de falseamento e portanto implica que a teoria sobre o multi-verso inflacionário é altamente plausível.

Caso alguma sequência seja seguida por infinitos zeros termina http://books.google.com.br/booksid=DaggCHkOk0kC&pg=PT105&lpg=PT105&dq="if+the+remainder+is+zero,+the+decimal+expansion+terminates"&source=bl&ots=IQXh0JZYA2&sig=fJUlQB4TYLw2jlBUwV4TQNGltI&hl=ptPT&sa=X&ei=vIByU4kG8GdqAbg4IDIDg&ved=0CGwQ6AEwCA#v=onepage&q&f=false Toda sequência de frações sucedida por série incessante e intermitente de zeros consecutivos termina antes dos zeros. A sequência de zeros não expressa acréscimo em referência à classe inicial e por isso é omitida. E se a série de zeros terminar em último dígito 1, o sequenciamento de noves termina nesse último dígito 1. Em síntese, o infinitesimal inicial terminaria antes da ordem subsequente. Então endossa enfaticamente que entre 0,999... e 1 não há infinitesimal e por conseguinte representam grandezas equivalentes. O resultado só se aplica ao sistema não-padrão contável.

0,999....= 1 http://en.wikipedia.org/wiki/0.999...  Isso significa que a referida quantidade infinita de partículas fundamentais de matéria equivale ao inteiro absoluto. E sem arbitrariedade, pois é o primeiro cardinal infinito. Combinados o inteiro 1 e as infinitas frações co-existem, porque a interação entre frações elementares estrutura o inteiro. Como resultado o Todo é unificante em escala máxima enquanto é constituído pela interação entre as infinitas frações. Na extensão do inteiro todas as partes se unificam como Todo. Logo o Todo unificador e a soma das partes são aspectos complementares e simultâneos. Como analogia, um objeto em mini-escala é constituído por átomos, embora em macro-escala ele seja uniforme. Por isso as peculiaridades combinatórias caracterizam o Todo, pela micro-configuração edificar o  âmbito macro.

Qualquer subconjunto de um conjunto enumerável é enumerável http://books.google.com.br/booksid=cwEs5AkGp0MC&pg=PA76&lpg=PA76&dq=every+infinite+set+has+countable+subset&source=bl&ots=x8rRLtJ854&sig=hWwtM1UjSRDXaCJWKtKkmYwZl0k&hl=ptPT&sa=X&ei=bjoiU4OQNcaqkAfU0oHQCw&ved=0CH8Q6AEwBw#v=onepage&q=every%20infinite%20set%20has%20countable%20subset&f=false Sistemas http://www.tau.ac.il/~landman/Online_Class_Notes_file/Boolean/1%20%20Linear%20orders,%20discrete,%20dense%20and%20continuous.pdf Com parcimônia, o primeiro infinito ordinal é a quantidade estipulada de partículas no universo Aleph Zero (999...). Logo sistema de análise que preceitua sub-conjuntos que expandem a cardinalidade pré-enunciada não tem aplicação. Correlatamente, a estrutura ordinal de sistema não-convencional enumerável é principiada com sequência infinita de elementos padrão seguida de uma quantidade isomorfa aos racionais cuja expansão decimal é interminável. Em síntese, entre 0,999... e 1 a diferença é zero visto que no sistema padrão 0,999... = 1.

Proporção http://en.wikipedia.org/wiki/Repeating_decimal Proporção integral ocorre porque o percentual de uma determinada quantidade indefinidamente próxima do inteiro é igual ao inteiro. Por essa razão está baseada na equivalência 0,999...= 1. Todo inteiro tem proporção integral visto que toda terminação decorre das infinitas frações. A priori, as partículas elementares constituem quantidade indeterminada e portanto sua probabilidade jamais completa o inteiro. A menos que a quantidade de partículas fundamentais seja ampliada até à magnitude infinita. Em resumo, a proporção integral das partículas fundamentais do universo é obtida elevando o número de partículas à quantidade infinita. Assim a proporção é indefinidamente próxima do inteiro e logo equivalente.

Singularidade http://books.google.com.br/booksid=8iE31hOlzE4C&pg=PT135&lpg=PT135&dq="infinite+density+and+zero+volume"&source=bl&ots=WriDdrXLyP&sig=-x5JTF3pYyka17ggx_dAQfFky8E&hl=ptPT&sa=X&ei=FtR8U_HSLJGm8QHh4oGQCA&ved=0CFwQ6AEwBg#v=onepage&q=%22infinite%20density%20and%20zero%20volume%22&f=false Na singularidade o volume do universo era zero e a densidade era infinita, desde que são valores inversamente proporcionais. Portanto na medida que a densidade e temperatura se tornaram finitas o espaço se tornou infinito. Isso corrobora a infinitude do universo. Após a singularidade do Big Bang e com a subsequente expansão, densidade e temperatura se tornaram finitas. Mas na singularidade, mesmo com magnitude espacial infinitesimal em vez de categoricamente zero, o valor da densidade era infinito. Então o ampliamento do espaço foi inversamente proporcional. Logo o cosmo é infinito.

O Tempo e o espaço http://books.google.com.br/books?id=fFSMatekilIC&pg=PA27&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Tempo e espaço são dimensões correlacionadas e codependentes, mas não são equivalentes. Caso espaço e tempo fossem idênticos, a magnitude do espaço deveria ser proporcional ao tempo desde a época do Big Bang até agora. No entanto o universo observável não possui 13 bilhões de anos luz de extensão. Na verdade tem cerca de 90 bilhões de anos luz de amplitude. Mas o espaço não começou a existir na singularidade? Na singularidade a densidade e temperatura eram infinitas. Em virtude do espaço ser inversamente proporcional, então na medida que esses valores se tornaram finitos, o espaço se tornou infinito. Por conseguinte o espaço é certamente infinito.

Isotropia http://preposterousuniverse.com/grnotes/grnoteseight.pdf Multiverso http://www.counterbalance.org/cq-guth/etern1-frame.html A quantidade absoluta de universos prevista no modelo inflacionário é infinita. Além disso, em todos as subseções do espaço as mesmas leis físicas e evidências empíricas se aplicam. Não há um setor privilegiado no universo pois a radiação cósmica de fundo é isotrópica, independente de homogeneidade. Isso embasa a infinitude espacial do próprio cosmo, em virtude do fator expansão do espaço entre a emissão de luz e sua recepção por um observador. Portanto implica que cada quadrante do universo é maior agora que seu fragmento observável. Logo segundo consta o universo não é potencialmente infinito, mas atualmente infinito.

A velocidade máxima da expansão espacial é superior a da luz  http://arxiv.org/abs/astro-ph/0310808 Logo a luz de referenciais suficientemente distantes jamais nos alcançaria. Em síntese, o nosso universo é sempre mais amplo que a esfera observável. Isso resulta em infinitas possibilidades de existência e nenhuma possibilidade de inexistência. Em resumo, implica na certeza máxima de existência de uma entidade ilimitada. Combinado com o dado empírico de que as dobras espaciais estão situadas em espaço plano mais amplo, isso certamente viabiliza que um setor aparentemente esférico esteja localizado em segmento euclidiano mais abrangente. E assim por diante até totalizar o universo espaço-temporal infinito.

Dobra http://www.theguardian.com/science/2007/apr/15/spaceexploration.universe Na presença de massa o tecido do espaço (a sua própria estrutura) se "dobra" ou "deforma". Um corpo sideral muito próximo e de menor massa seria atraído em direção a essa distorção, assim como uma bola de gude numa superfície maleável com bola de tênis no centro. Mas o efeito é local. Em síntese, a dobra reproduz particularidades de espaço semi-esférico ou torus localmente embora esteja situada num espaço plano mais amplo. Portanto um quadrante específico do universo poderia caracterizar a dobra enquanto estaria inserido em uma subseção euclidiana mais abrangente. E assim por diante até totalizar o espaço-tempo infinito.