quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dissertando sobre supostos paradoxos do infinito

Será que os tradicionais paradoxos do infinito não tem solução? Será que o infinito resulta em contradição? Esse texto visa dirimir completamente as dúvidas e questionamentos sobre esse tema.

Os paradoxos de Zenão podem ser normalizados, ou seja, quando medidos em uma escala suficientemente grande eles desaparecem. Entre dois pontos existem infinitos pontos, porém se ampliarmos exponencialmente a escala é possível percorrer a distância entre os dois pontos pois os infinitos são eliminados. Porém o problema principal é não compreender que nenhuma estrutura física pode ser infinita. Tudo que concebermos estará circunscrito ao planeta. Além disso, quanto mais estruturas mais espaço há para contê-las, mantendo densidade máxima constante. Mas quanto mais espaço menor é o volume relativo das estruturas, visto que a distribuição homogênea de matéria mantém seu volume constante. Desde que a dimensão espacial das estruturas físicas tende a zero, então isso inviabiliza a eficácia de cada analogia sobre o infinitamente vasto. Finalmente, insistir que os paradoxos fornecem analogias precisas é cometer falácia da composição, pressupondo que as partes são necessariamente iguais ao todo. Em suma, os paradoxos de Zenão estão equivocados pois basta medir a distância entre dois pontos em uma escala suficientemente ampla para que os valores infinitos desapareçam. Adicionalmente, tudo que concebemos se restringe ao planeta. Por último, em máxima grandeza a magnitude espacial das estruturas tende a zero, pois o volume relativo das estruturas decresce quanto mais espaço é requerido para contê-las. Porque a grandeza espacial das estruturas tende a zero, então as analogias que envolvem os elementos físicos não retratam com fidelidade e exatidão a realidade infinita. O virtualmente zero não caracteriza o virtualmente infinito. Presumir o contrário disso é incorrer em falácia da composição. Em resumo, nenhum paradoxo é insolúvel. Isso, é evidente, caso nós omitamos que no sistema padrão e no sistema não-convencional contável não há diferença infinitesimal.

domingo, 28 de setembro de 2014

Pagãos salvos sem conhecimento do Evangelho?

Será possível que quem nunca escutou sobre Jesus ser salvo? Isso transgride o preceito teológico ortodoxo de que apenas mediante Cristo uma pessoa pode ser salva?

Analisando a Bíblia nós notamos nitidamente que a salvação dos pagãos é possível. O meu objetivo não é expor exaustivamente a questão, mas abordar baseado em síntese, extraindo um trecho bíblico e analisando minuciosamente seu significado. No texto de Romanos 2:14 lemos: "Quando, pois, os gentios, que não tem lei, procedem, por natureza, em conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmo". Dissecando o texto, está evidente que os gentios não tem lei (referindo-se diretamente a lei mosaica). Isso é extensivo à revelação escrita em essência. Mais especificamente, à revelação especial. A lei é a revelação especial, contrastando com os destituídos de conhecimento da lei, que tem apenas a luz da revelação geral. Bom, o texto diz que esses gentios podem proceder por natureza de conformidade com a lei, mesmo sem conhecimento da lei. Ou seja, a revelação geral não é somente meio para condenação, mas igualmente meio de salvação. Perceba que o texto afirma explicitamente que os gentios podem proceder de acordo com a lei mesmo sem recebê-la pelo canal da revelação especial. Mas então a salvação poderia ser obtida sem a mediação de Cristo? Negativo. Romanos 1:19 a 21 declara que todos os seres humanos tem conhecimento inato da existência do Deus Criador mediante Sua revelação na natureza. Eles reprimem isso baseado em sua apostasia. No entanto a Palavra ensina que ninguém pode conhecer a Deus senão por intermédio do Senhor Jesus Cristo. Por conseguinte se infere naturalmente que os gentios destituídos de revelação especial conhecem Cristo através da revelação geral na natureza e na consciência. E por meio de Cristo conhecem o Pai. Portanto o texto sagrado, e o seu contexto imediato, endossam a teoria de que os gentios são salvos sem ciência explícita de Cristo.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Será que o cosmos é meramente uma simulação?

Será que as interpretações subjetivas sobre simulação holográfica ou computacional da realidade seriam válidas? Isso será discutido resumidamente. O argumento não pretende refutar esses cenários, mas salientar que até nessas hipóteses a realidade é objetiva. 

Uma vez que a existência contém realidade, o raciocínio aborda a plenitude da realidade e não meramente a plenitude da existência. Existência contém realidade objetiva e ilusão subjetiva. Ilusão é a distorção da existência objetiva. No entanto se tudo existe não há distorção porque até a distorção seria forma distinta de realidade. Se tudo possui existência objetiva não há possibilidade de ilusão. Se cada universo existe a simulação é subproduto do multiverso e cada possibilidade seria apenas ramificação da realidade objetiva. Ou seja, acarreta na existência objetiva de todas as possibilidades. Em segundo lugar, o argumento parte do enunciado insofismável de que probabilidade de existência é inversamente proporcional a probabilidade de inexistência. A relatividade geral postula um só ponto de volume zero e infinita densidade e curvatura. Porque são inversamente proporcionais, por isso na medida que esses valores se tornaram finitos o volume se tornou infinito. Adicionalmente, a evidência do princípio da isotropia, o princípio cosmológico. Esse princípio enseja que em todos os quadrantes do cosmo as mesmas leis e evidências empíricas se aplicam. Do momento que os corpos emitiram luz até o momento que um observador específico captou essa luz houve tempo suficiente para o espaço-tempo se expandir. Logo a amplitude real é sempre maior que a extensão observável. Aplicando o princípio da isotropia, logo em todas as subseções do universo a amplitude real será maior que a extensão observável. Atualmente maior, não potencialmente maior. Então o universo é realmente infinito. De fato o multiverso nível 1 sempre transcende a fração observável, em virtude da expansão ser mais rápida que a luz ejetada por cada sistema astronômico. Com efeito isso agrega todas as possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Portanto demonstra que o cosmos tem existência real e objetiva. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Esclarecimento sobre as muitas habitações de Deus

Para entender os argumentos anteriores é preciso uma definição básica dos muitos multiversos e sua relação com Deus. Origem e hierarquia cósmica são definidas aqui. Obs: Raciocínio baseado em especulação que talvez não expanda o argumento da Certeza.   http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

Segundo a classificação de Max Tegmark há quatro tipos básicos e elementares de multiverso. O multiverso nível 1, que consiste em infinitos universos bolha compartilhando o mesmo espaço-tempo. O multiverso nível 2, gerado pelo contínuo processo inflacionário de expansão. O multiverso nível 3, produzido pela pluralidade de estados quânticos superpostos se ramificando. E finalmente há o multiverso nível 4, formado por estruturas matemáticas abstratas que seriam a base da realidade. Se nosso universo teve princípio, logo esse multiverso nível 1 teve princípio. Esse princípio deve ser atribuído ao processo inflacionário e paralelamente ao processo de desdobramento quântico. Esses seriam os dois meios mediante os quais Deus teria criado nosso universo. Mas onde Deus habita? Ele habita especialmente em uma dimensão do multiverso nível 4 onde a estrutura matemática de que infinitas frações equivalem ao inteiro co-existe com outras estruturas similares. Por conseguinte em escala máxima Deus unifica todos os multiversos inferiores em uma só realidade unívoca, e compartilha de todas as propriedades operacionais. O mesmo raciocínio utilizado para nosso universo é utilizado nessa argumentação. Em resumo, há quatro tipos básicos de multiverso. Deus reside em uma dimensão do multiverso nível 4, reino das abstrações matemáticas. Nele a estrutura matemática da equivalência entre as infinitas frações e o inteiro se aplica. Isso significa que em máxima escala Ele unifica todos os multiversos na realidade infinitamente simples que compartilha das propriedades específicas das partes. Sobre a origem do cosmo, é principiada por Deus, o Criador, e instrumentalizada pelo processo inflacionário e pela ramificação quântica. Por fim, a alternativa aos multiversos é a esfera sobrenatural, e portanto a primeira habitação divina seria a realidade metafísica sobrenatural. Logo a questão está resolvida.

domingo, 27 de julho de 2014

Relação entre limites e a fonte infinita de energia

As propriedades combinatórias se aplicam em essência ao Todo. Mas essa essência obviamente não inclui o processo físico, desde que em escala máxima não existem partes e nem unidades físicas ou materiais. O resultado da digestão em si é proporcionamento e provisão de energia metabólica. A auto-consciência em si resulta do fenômeno neuroquímico e da estrutura macromolecular que o viabiliza. Em suma, a característica da matéria é prover energia mecânica. Como resultado do Todo ser enumerável, logo qualquer subconjunto é. Então o próprio conjunto da energia utilizável não é plenamente dissipado pois o conjunto é fracionável em infinitos sub-conjuntos iguais. Por essa razão o reabastecimento de energia ou a eficiência menor que 100% não tem correlação com o Todo. Obviamente as limitações não são aplicáveis ao próprio Todo, em decorrência do Todo ser ilimitado e sem nenhuma insuficiência ou deficiência. Em resumo, o próprio Todo possui a mesma essência básica das combinações fundamentais, mas sem limitação. Porque o Todo tem abrangência ilimitada de energia, nenhuma deficiência é atribuível ao Todo. Em síntese, a própria matéria produz energia mecânica que opera o cosmos como Todo. Com efeito tão somente esse aspecto do fornecimento e suprimento inesgotável de energia poderia ser atribuído ao Todo. Isso significa que a própria energia ilimitada do Todo enumerável não precisa de recomposição e tem 100% de eficiência. Por consequência está determinada a relação entre a Plenitude da realidade e as combinações que a constituem.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Definindo relação entre Deus e a realidade em si

Afinal qual a relação entre o Criador e a realidade em si? Obs: Uma especulação alicerçada na natureza complexa do multiverso e que não expande necessariamente o argumento da Certeza. O mesmo princípio válido para a Totalidade simples composta por infinitas frações se aplica aqui. O Criador habita em especial no multiverso nível 4, mas o cosmo como Todo é o multiverso nível 1 talvez até o 3 http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

Na verdade quando o Deus Criador criou o universo Ele mesmo se identificou plenamente com a criação. Quando o Criador criou os planos inferiores da realidade o Supremo passou a habitar nessa realidade que Ele criou. Em virtude de Deus não estar separado de nenhuma realidade então é imanente. Isso não significa que Deus não seja transcendente, pois o Criador dos planos inferiores habita em uma hiper-dimensão que transcende nossa própria dimensão. Com efeito o argumento cosmológico kalam demonstra que nossa dimensão teve início, mas a quantidade infinitamente próxima do inteiro de multiversos demonstra que Deus é totalmente simples e portanto se identifica com o cosmo. Logo Deus é transcendente e imanente. É um panenteísmo, contudo baseado na Bíblia. Em Atos 17:28, por exemplo, está escrito que nós vivemos, nos movemos e existimos em Deus. Em Efésios 4:10 e Jeremias 23:24 está escrito que Deus preenche toda a realidade com Sua presença. Finalmente no texto de I Reis 8:27 está escrito que nem o céu e nem os céus dos céus poderiam conter ao Criador. Em resumo, Deus é simples pois a quantidade de cosmos se aproxima infinitamente do inteiro. Logo o Deus Criador criou nosso universo e ao criar essa realidade Deus se unificou com nossa dimensão e passou a conter a mesma. Isso não significa que a Causa seja dependente da nossa realidade, em decorrência do argumento cosmológico de kalam demonstrar a auto-existência de Deus em dimensão mais ampla. Em síntese, Deus é simples e ao criar esse universo se unificou com o mesmo, embora seja auto-existente.  Logo Deus é independente do cosmo. Em outras palavras, o cosmo é Deus mas Deus é mais que o cosmo.

Refutando objeções ao argumento cosmológico

Refutando objeções ao argumento cosmológico kalam. Será que as objeções são consistentes?  Ou será que todas estão equivocadas e podem ser refutadas? Analisaremos agora. Obs 1: Há especulação baseada nos vários multiversos que não expande necessariamente o argumento da Certeza. Obs 2: A dimensão onde Deus habita em especial é o multiverso nível 4, enquanto o cosmos como Todo é o multiverso nível 1 talvez até o nível 3. Link como referência sobre múltiplos tipos diferentes de multiverso, do primeiro até o último.  http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

É interessante o objetor mencionar a teoria da relatividade geral. A própria teoria da relatividade enuncia um só ponto com infinita densidade, temperatura e curvatura e de volume zero, conhecido como singularidade inicial do Big Bang. O próprio tempo e espaço tiveram princípio nessa singularidade. Não havia espaço-tempo antes e sem o espaço-tempo não existe matéria nem energia. Em resumo, isso é um exemplo sólido e consistente de criação a partir do nada. Portanto refuta o objetor, cuja proposição fundamental é que não existe exemplo concreto de criação a partir do nada. Com relação a segunda alegação do objetor, de que nós temos somente exemplos de criação do nada sem causas, ele está completamente equivocado. O objetor cita o vácuo quântico. No entanto o vácuo quântico é um oceano de energia virtual dotado de propriedades eletromagnéticas. É radicalmente distinto do conceito metafísico do nada absoluto. Em relação a terceira objeção, de que tudo que nós observamos tem uma causa física, isso não é verdadeiro com relação ao universo em si. Nosso universo é o conjunto de todas as entidades físicas. Logo se o universo teve um princípio, como a relatividade geral enuncia, então a sua Causa é necessariamente não-física. Se a Causa fosse física seria parte da criação em vez de ser a Causa Primeira. A Causa Primeira precisa ser transcendente.

Com relação à alegação sobre falácia da composição, um universo infinito não possui frações nas escalas infinitamente amplas. Por exemplo, uma bolinha de gude em relação ao tamanho do planeta Terra é pequena mas em relação à nossa galáxia é menor ainda. Se por acaso estendermos a escala ao infinito a bolinha de gude será infinitamente pequena, tão pequena que ela não existirá em escala máxima. As partes finitas só existem em escalas limitadas. Desde que as partes finitas estruturam o Todo em escala subatômica, e o Todo unifica as partes finitas em escala máxima, portanto todas as características das partes se aplicam ao Todo. As características se unificam no Todo. Portanto o universo como Todo foi criado a partir do nada absoluto. Finalmente, com relação à afirmativa de que o tempo é necessário para causação, o próprio Criador pode residir em um plano dimensional mais elevado a partir do qual Ele criou o universo físico. O plano temporal superior é analogamente similar ao que se denomina como "universo global sem princípio". Então muito embora a dimensão onde Deus habita seja eterna, isso não implica que nosso universo "local" seja eterno. Sobre a teoria unificada da física, não devemos trocar o certo pelo duvidoso. Até o momento não há nenhuma tese que concilie mecânica quântica e relatividade geral, mas contudo isoladamente ambas tem vasta confirmação empírica. Logo elas não constituem contradição, mas representam descrições complementares do universo. Portanto a objeção enunciada no início do tópico está plenamente incorreta.