sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Dissertando sobre supostos paradoxos do infinito

A base do raciocínio é que espaço-tempo é contínuo, não discreto. O paradoxo de Burali-Fort se refere a todos os números ordinais. Em função de em última análise o universo ser vazio então não há elementos oridinais. Por isso o paradoxo não se aplica. Segundo o paradoxo de Galileu nem todos os números são quadrados então o conjunto de todos os números deve ser maior que o conjunto de quadrados. Contudo a matemática demonstra que são iguais. Isso também não se aplica ao argumento da Certeza porque em última análise existe um conjunto vazio sem elementos. O paradoxo de Russel enuncia que que há um conjunto de todos os conjuntos que não são membros de si mesmos. Em função desse super-conjunto não conter a si mesmo, então por definição ele não é membro de si mesmo, o que contradiz a definição de que é conjunto de todos os conjuntos que não são membros de si mesmos. Novamente não se aplica ao argumento porque o cosmos em última análise é vazio e desprovido de sub-conjuntos. Finalmente o paradoxo de Skolem estipula que um modelo contável, o qual portanto deveria conter somente sub-conjuntos contáveis, também contém sub-conjuntos incontáveis. A mesma razão é nitidamente introduzida aqui: Não há subconjunto pois em máxima escala o universo é destituído de elementos. Esse princípio também se aplica à paradoxos sem nexo com a teoria dos conjuntos. Por exemplo, paradoxo da dicotomia onde a extensão tende a zero na medida em que a quantidade de etapas tende a infinito. Em virtude de não existir elementos então não há infinitos intervalos espaciais entre dois pontos específicos. Em síntese, todos os paradoxos tem a mesma resposta padrão que evita a eficácia de cada um. O universo em máxima expansão não tem nenhum elemento, porque todos os elementos se tornam tão pequenos que atingem o infinitesimal, que no modelo matemático padrão e no sistema não-padrão enumerável é equivalente a zero. Portanto nenhum suposto paradoxo sobre a infinitude é insolúvel.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Falácia genética: A suposta origem da ideia de Deus

Segundo o vídeo acima o conceito monoteísta judaico-cristão teve origem em várias mitologias precedentes. O objetivo do presente texto não é contrariar esse postulado, mas sim a ideia subjacente de que isso categoricamente refuta a existência do Deus judaico-cristão. Basicamente, isso é uma falácia genética. A origem sócio-cultural da ideia cristã de Deus não tem conexão necessária com a inexistência de Deus. Na verdade isso só pode explicar a gênese da definição subjetiva de Deus, porém jamais inviabilizar a existência objetiva de Deus. Para se refutar a existência de Deus é necessário introduzir os elementos metafísicos e científicos que contradizem a existência de um Criador ou Projetista do cosmos. Em resumo, a ideia de Deus é meramente um construto subjetivo, por isso nada vinculado a sua suposta origem sócio-cultural poderia contradizer o enunciado da existência de Deus. O Deus judaico-cristão poderia existir inclusive na hipótese da Sua concepção ter sido trabalhada mediante processo sócio-cultural milenar. Com efeito é isso que a Bíblia ensina. A Bíblia ensina que o homem possui conhecimento inato da existência de Deus. Então é normal existir similaridades doutrinárias e até mesmo normal que credos mais antigos tenham influenciado os dogmas mais recentes. Quando finalmente os ateus entenderem a diferença entre apreensão subjetiva do conceito de Deus e a inexistência objetiva de Deus, então os neo-ateus saberão que a primeira não confirma a última. Até então o argumento neo-ateísta se caracteriza como falácia genética. Logo o raciocínio dos ateus está totalmente equivocado porquanto comete falácia clara.

domingo, 30 de novembro de 2014

Série revisitando o argumento cosmológico kalam

Primeira objeção: Os defensores do argumento postulam um início infinitamente distante para o universo. Por isso sua conclusão é equivocada pois não há princípio e muito menos um infinitamente distante do presente. É certamente necessário partir do infinito como condição inicial. Resposta: Na realidade a ausência de princípio, mesmo um começo infinitamente distante do presente, é evidência favorável ao argumento kalam. Isso porque partir do infinito não soluciona o problema da origem. Como esse infinito foi produzido? A não ser que o infinito tenha sido criado instantaneamente, logo nunca teria se formado. Porém, embora eterno presente na perspectiva transcendente do Criador, o fluxo do tempo é gradativo na perspectiva imanente do cosmo. Logo o tempo não se formou de forma imediata. Em suma, acréscimos a uma quantidade finita por unidades finitas sucessivas jamais poderiam atingir a extremidade infinitamente distante. Por último, as evidências da cosmologia enunciam um princípio definido para o universo na singularidade. 

Segunda objeção: A distância entre qualquer ponto do passado até o momento presente é evidentemente finita. Logo foi possível percorrer infinitos pontos de cada vez pois só era necessário percorrer cada passo de cada vez. Assim a eternidade teria se formado. Resposta: Isso foca somente uma parte da série, nomeadamente a distância entre um ponto e o momento presente. Na realidade não interessa como uma parte da série se formou mas sim como a série infinita inteira se formou. Além disso, nem todos os pontos estão finitamente afastados do presente. Com certeza numa série infinita existem infinitos pontos em distância infinita do presente. Portanto a crítica está totalmente equivocada porque o que interessa é como a sequência inteira se formou e não como uma parte da série entre dois pontos finitamente distantes se formou.

Terceira objeção: Alguém poderia estar contando desde a eternidade os números negativos de forma retroativa até alcançar o número -1. Logo é inteiramente possível produzir uma série infinita de eventos sucessivos. Não há impossibilidade. Resposta: A objeção comete petição de princípio porque presume que tempo infinito pode ser formado para se concluir a tarefa de contar a partir dos números negativos. É preciso primeiro demonstrar que a série infinita do tempo pode ter sido formada. Então a refutação à primeira objeção se aplica adequadamente à questão. Em suma, é plenamente impossível percorrer infinitos pontos a partir de uma quantidade finita pois o infinito estará sempre infinitamente distante. 

Objeção Premium: A distância entre dois pontos pode ser infinita e percorrida, refutando o paradoxo de Zenão. Há infinitos pontos entre as extremidades de uma reta finita e contudo é fácil percorrer a totalidade de pontos. Resposta: O conjunto infinito, enumerável e totalizante do futuro perpétuo pode ser transferido ao sub-conjunto enumerável e totalizante de eventos entre 0 e 1. Isso está fundamentado na proporção 0,999...=1. No entanto isso ocorre porque existe a redefinição de escalas. Quando se mede o tempo na mesma escala é impossível percorrer o trajeto infinito. Em resumo, em cada escala é impossível percorrer um trajeto infinito, mas quando vc muda de escala o que é infinito em uma é finito em outra. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Será que acima de Deus há outro Deus superior?

Será que Deus precisou de outro Deus para explicar ou causar sua existência? Na verdade dois argumentos refutam essa suposição. Em primeiro lugar, o argumento da Causa Primeira. É impossível haver uma regressão infinita de causas pois senão todas as causas da sequência infinita estariam sendo produzidas sem existir uma Base para o fenômeno da causalidade. Em virtude de cada efeito depender de uma causa precedente para existir, sem haver Causa Primeira a série subsequente de efeitos nunca viria a existir. Cada causa pediria uma outra causa sem jamais alcançar uma Base que tenha principiado o processo de causalidade na série. Portanto há uma Causa Primeira incriada, ou seja, um Ser eterno que explica a própria existência. Em segundo lugar, o cognominado argumento da contingência. Seres dependentes ou contingentes são seres que poderiam inexistir e os necessários são as entidades que existem por necessidade. Logo seres dependentes são causados, desde que a razão da própria existência não se encontra em si. Eliminando a hipótese do nada absoluto, que por inexistir não tem capacidade inerente para produzir, portanto cada ser dependente é causado. No entanto se a série inteira de seres dependentes é causada, sem haver nenhum Ser necessário nós enfrentamos o mesmo problema em referência ao argumento da Causa Primeira. Ou seja, todos os seres são causados por um ser anterior sem uma Base responsável pelo princípio do processo de causação. Então certamente há uma Entidade necessária e uma Causa Primeira. Em resumo, desde que cada efeito depende de causa precedente, sem Causa Primeira não haveria nenhuma causa intermediária e nenhum efeito posterior. Adicionalmente, sem um Ser necessário não existiria nenhum ser dependente. Finalmente, a Causa Primeira não tem nenhum limite intrínseco aos efeitos. Então não pode existir mais de uma Causa Primeira, visto que só poderia haver um Ente absoluto e ilimitado. Dois absolutos se identificam porque o Todo não pode diferir de si.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Elucidando questões sobre o argumento da Certeza


1) Existe descontinuidade entre a soma das partes e o Todo: Com efeito em escala subatômica o universo inteiro é preenchido pelas partículas, muito embora elas não existam em máxima amplitude. Não há idiossincrasia porque esse enunciado se refere a múltiplas relações. Há partículas no universo inteiro em relação ao domínio subatômico, e não há partículas em relação à máxima escala.

2) Por que as combinações entre partículas caracterizam o Todo? Isso é porque a matéria em seu nível mais básico é constituída por partículas fundamentais. As propriedades das células se derivam da interação entre as moléculas, as propriedades das moléculas se derivam da interação entre átomos, e as propriedades dos átomos se derivam da interação entre as partículas.

3) Porque os atributos das partes se aplicam ao Todo? Partindo do princípio que em escala subatômica o universo é preenchido por partículas interagindo, que a configuração quântica caracteriza as propriedades macro, e que o macro-cosmo em expansão absoluta unifica todas as partes, então o universo como Todo tem todas as peculiaridades das partes, mas sem conter limitações.

4) Existe outra conexão entre o micro-cosmo e o macro-cosmo? A maior parte da matéria é constituída pelo espaço vazio resultante das flutuações de vácuo, ou seja, partículas virtuais emergindo do nada e se aniquilando. Em resumo, a partir da esfera subatômica o espaço vazio predomina em máxima grandeza. Como resultado as flutuações viabilizam a coexistência entre âmbito vazio e denso.

5) Sobre a isotropia mas sem homogeneidade: O cosmo pode ser isotrópico sem ser homogêneo. Existe homogeneidade em uma só perspectiva, que não precisa ser a nossa perspectiva. A radiação cósmica de fundo é boa evidência, mas é condição necessária, não suficiente, para caracterizar a isotropia. É igualmente necessário haver distribuição uniforme de matéria.

6) Se todas as possibilidades existem portanto fadas existem: Nem todo ente concebível é definido como possibilidade. Unicamente o que pode ser empiricamente testado e escrutinado. Portanto não faz nenhum sentido postular a existência necessária de entidades folclóricas, fantásticas ou mitológicas. Em resumo, nenhum ente empiricamente inverificável constitui possibilidade.

7) Como pode espaço vazio ser espaço ocupado? De fato o espaço-tempo é vazio e ocupado, visto que diferença de escala ocasiona a divergência básica entre espaço denso e espaço vazio. Em máxima magnitude o espaço é essencialmente vazio, enquanto que escalas inferiores se particularizam pela matéria. Em resumo, a distinção é puramente uma questão de dimensão espacial.

8) O universo potencialmente infinito via expansão? O universo é realmente infinito, não potencialmente, conforme o argumento da expansão acelerada mediante o princípio da isotropia demonstra. Presumivelmente o universo infinito foi produzido imediatamente após o Big Bang. Por conseguinte o universo dotado de curvatura plana é infinito desde a singularidade inicial.

9) Como o espaço infinito concentrado em um ponto se formou? A velocidade absoluta da expansão é infinita, embora a velocidade relativa entre referenciais locais seja finita. Velocidade absoluta é a velocidade acumulada em escala cósmica. Como implicação essa velocidade imensurável produziu um universo infinito de forma necessária e instantânea a partir do Big Bang.

10) Por que há divergência entre velocidade finita e infinita? Isso ocorre porque a velocidade local entre referenciais causalmente conectados é limitada, muito embora a velocidade absoluta entre referenciais desvinculados seja infinita. Isso viabilizou a produção local de matéria enquanto o espaço-tempo como todo se expande a velocidades definitivamente infinitas.

11) Há analogia para retratar inexistência de partes? Imagine uma só formiga isolada e discreta para cada metro cúbico. Magnifique a escala para quilômetro cúbico. Com certeza sua grandeza espacial decresceu. Amplie então para um ano luz cúbico. Está mais difícil enxergar. E assim por diante até alcançar  o zero. Isso estipulando um universo infinito que não seja fractal.

12) Sobre a quantidade inversamente proporcional: Zero e infinito são extremidades, então o que tende ao extremo não é proporção inversa porquanto não é extremidade. Em resumo, as fronteiras se permutam de forma instantânea, transitando subitamente a partir da própria origem. Em razão disso infinita densidade/volume zero se transmutam em infinito volume/densidade zero.

13) Há dois diferentes sentidos de tender ao infinito? Na verdade o finito aumenta em direção ao infinito sem o alcançar. Porém o que é estavelmente próximo do infinito de maneira extrema é infinito. No primeiro caso a quantidade é certamente potencial, enquanto no segundo caso a quantidade é efetivamente real. Por isso o fluxo gradual e gradativo jamais poderia atingir infinitude.

14) Na singularidade os valores unicamente tendem ao infinito: De acordo com a relatividade geral tempo e espaço tiveram princípio na singularidade do Big Bang. Isso certamente não faria sentido na hipótese do espaço-tempo somente tender a zero. Portanto havia volume realmente zero e densidade realmente infinita. Em suma, os valores representam o infinito real em vez de mero potencial.

15) Como pode a expansão do espaço ter a velocidade infinita? Há velocidade infinita no sentido de que a distância infinita entre dois referenciais dado tempo finito só poderia ter sido percorrida pela velocidade infinita. Todavia é o próprio espaço que se expande e não as estruturas que se deslocam de forma dinâmica. Portanto a velocidade da expansão é infinita no sentido tencionado acima.

16) Porque em máxima escala não há nenhuma parte? Partindo da homogeneidade da matéria em larga escala, então existe um limite para dimensão espacial das estruturas. Quanto mais matéria mais espaço para contê-la, com densidade máxima constante. Todavia quanto mais espaço menor o volume relativo das estruturas, até alcançar o infinitesimal, que equivale matematicamente a zero.

17) Implicações do finito em contraste com o infinito: O finito não é totalizante porquanto o cosmos sempre transcende plenamente qualquer patamar. Contudo se o universo é infinito e teve origem instantânea, isso culmina em aproximação extrema referente ao inteiro, efetivando portanto a completude do cosmos.

18) Por que o que tende ao infinito nunca o alcança? A quantidade infinita só pode ser constituída de forma instantânea. Acréscimos finitos não poderiam alcançar extremidade infinitamente distante, porquanto essa sempre ultrapassa totalmente qualquer grandeza. Logo o infinito só pode ser formado imediatamente.

19) O universo não é infinito mas só tende ao infinito: O infinito é uma quantidade completa e fixa. O que somente tende ao infinito não é totalizante porém equivale ao sequenciamento indefinido de frações tendendo ao inteiro sem contudo efetivamente alcançar o mesmo. A equivalência entre 0,999... e 1 refuta a ideia.

20) O infinito não é número: Porém é maior que qualquer número finito. Na realidade a teoria clássica dos conjuntos reconhece a existência do infinito real, embora estipule níveis. Georg Cantor e a sua teoria vastamente aceita sobre os transfinitos estabelece a existência do infinito real.

21) Qualquer série infinita pode representar o inteiro: Na verdade a diferença entre o inteiro e o infinito não enumerável é distinta de zero. Por exemplo, caso vc traduza em porcentagem, a sequência 0,98575... equivale a 98,575...%. Portanto não é totalizante pois não é igual ao inteiro. Somente o inteiro é totalizante.

22) Sobre infinitesimal ser menor diferença possível: Há diferença infinitesimal em sistema não-padrão enumerável, concebida como a menor diferença positiva, já que é imperativamente necessário conceituar zero como sendo a menor diferença possível. Zero é a extremidade para onde a diferença positiva se dirige.

23) Há infinitesimal no sistema não-convencional: Há infinitesimal porém a diferença entre o inteiro e o que tende ao inteiro é zero. Pela série inicial 0,999... ser número natural portanto pertence ao sistema padrão. Em suma, no sistema padrão 0,999... é igual a 1. Logo a diferença entre ambos é estritamente zero.

24) Porque uma série de zeros consecutivos não acrescenta nada? Em qualquer sistema quantia sucedida por sequência indefinida de zeros consecutivos termina. Isso porque a fração decimal se torna gradativamente menor sem jamais resultar em valor positivo. Em cada dez partes a fração se configura sempre como zero.

25) Por que não há infinitesimal no sistema padrão? A diferença entre 0,999... e o inteiro é a menor diferença possível visto que a série inicial tende indefinidamente a 1. A sequência com diferença maior que zero termina em direção ao inteiro, ao invés de tender de maneira indefinida. Logo a menor diferença é zero.

26) Por que apenas o inteiro é totalizante? Por definição apenas o inteiro equivale ao Todo. As quantidades diferentes do inteiro são frações relativas. Como exemplo, 0,95 representa 95%, enquanto 0,97875... representa 97,875...%. Só o inteiro representa 100%, portanto somente o inteiro é igual ao Todo.

27) Tender ao infinito é diferente de tender ao inteiro: Tender ao infinito é equiparável a tender ao inteiro pois ambos representam aproximação indefinida e estabilidade invariável. Como resultado a equivalência entre 0,999... e 1 implica na identidade entre o que tende ao infinito e a quantidade expressamente infinita.

28) Se o universo é infinito para onde ele se expande? É necessário enfatizar que o tecido espacial infinito não se expande, mas apenas o espaço entre dois referenciais. Como ilustração, a superfície de elástico infinito pode ser desdobrada entre vários pontos estáticos sem portanto resultar em prolongamento do elástico.

29) A quantidade de massa no cosmo é finita ou infinita? Depende da amplidão espacial. Em volume cósmico a quantidade de massa é zero enquanto que em escalas inferiores é incalculável. Contudo não são valores contraditórios mas sim complementares. Cada um em sua própria grandeza espacial.

30) Será que há analogia sobre as duas polaridades do Todo? Uma ilustração são substâncias químicas homogêneas, cuja estrutura é uniforme em macro-escala enquanto há pluralidade de fatores em micro-escala. Isso exemplifica a multiplicidade na esfera quântica em contraste com a unicidade absoluta em máxima grandeza.

31) Distribuição uniforme de matéria em máxima escala: Porque o universo tem densidade média zero, logo a distribuição de matéria é uniforme em máxima expansão. Em virtude da densidade média zero, o cosmo como Todo é o mesmo em todas as direções, sendo portanto isotrópico, embora talvez não seja homogêneo.

32) Sobre a quantidade infinitesimal tender a zero: Em um sistema não-padrão a quantidade infinitesimal tende a zero sem entretanto eficazmente alcançar o valor zero. Apenas o que é imutavelmente próximo de zero de maneira extrema é igual a zero. Em resumo, o infinitesimal é potencialmente zero, não realmente.

33) É necessário existir as estruturas em escala macro? O universo é inteiramente ocupado por galáxias e ao mesmo tempo destituído das mesmas. Tudo depende da perspectiva. No entanto ambas as perspectivas são complementares em vez de contraditórias. Cada perspectiva operando na própria escala de magnitude.

34) A matemática não descreve a realidade física: Na verdade há altíssima correspondência entre a matemática e a realidade, com equações descrevendo a física com grande precisão. Além disso, o inteiro e as infinitas frações representam com exatidão o universo como Todo e todas as partículas fundamentais.

35) A nossa realidade é inteligível ou cognoscível? Para saber que a realidade é ininteligível é preciso ter conhecimento absoluto da realidade em si. De qualquer forma, o Ente absoluto é equivalente à realidade, ambos sendo definidos como totalidade da existência. Portanto a entidade absoluta definitivamente existe.

36) A respeito da relação entre tempo e espaço: Tempo e espaço são dimensões correlacionadas e codependentes, todavia não são equivalentes. Se o tempo e espaço fossem idênticos, a extensão do espaço seria diretamente proporcional à duração do tempo do Big Bang até agora, o que evidentemente não ocorre.

37) Atributos das partes em relação ao Todo: Porque a totalidade do cosmo é densa e vazia em concomitância, as características das partes se aplicam ao Todo. O vazio representa o Todo, pois não há nenhuma parte diferente do Todo. Todavia o conteúdo positivo descreve as partes pois detém múltiplas partes.

38) Sobre curvatura do espaço em ampla escala: O argumento da singularidade consolida que o cosmo é infinito e sem consistência em larga escala. Em resumo, a curvatura local pode até variar, em virtude de ser compatível com curvatura universal diferente, mas em última análise o universo inteiro é euclidiano.

39) A respeito da coexistência entre vazio e matéria: Desde que a densidade média do universo é zero, isso significa que o cosmos é vazio em máxima grandeza, muito embora haja irregularidades na distribuição local de matéria. Em resumo, o postulado corrobora o modelo de universo simultaneamente vazio e denso.

40) Sobre a relatividade geral no contexto do Big Bang: É possível que a relatividade geral esteja incorreta em sua predição de uma singularidade, mas há ampla evidência observacional alicerçando esse postulado. Até que se prove o contrário isso determina vasta credibilidade e o bônus da dúvida em referência à teoria.

41) Compatibilidade entre relatividade geral e a física quântica: Na dúvida física quântica e relatividade são harmônicas pois tem alta credibilidade empírica. Portanto ambas tem benefício da dúvida. Em resumo, até prova em contrário os enunciados fundamentais da relatividade e da física quântica são totalmente compatíveis.

42) Acerca da isotropia em qualquer escala ou grandeza: Isotropia se refere ao universo inteiro pois se vincula às direções do cosmo. Porém homogeneidade se refere à distribuição pontual de matéria em localidades. Logo isso substancia a premissa de que o princípio da isotropia se aplica à qualquer fração espaço-temporal.

43) Razão das propriedades das partes se aplicar ao Todo: Porque a plenitude do universo é vazia e densa ao mesmo tempo, então os atributos e predicados das partes se aplicam ao Todo. Na verdade as propriedades das partes se unificam em consequência do vazio absoluto facultar ao Todo suas interações e configurações.

44) O princípio da isotropia em relação à expansão: Em cada setor do universo houve tempo suficiente entre a emissão de luz e a sua captação para o espaço se expandir. Porque não existe referencial privilegiado, logo o segmento real é sempre maior que a subseção observável, resultando portanto em cosmo infinito.

45) Horizonte de eventos e a expansão do espaço: Cada fragmento espacial transcende a esfera detectável, senão seria a extremidade do universo, em referência à qual essa evidência empírica não se aplicaria. Partindo do princípio da isotropia o universo é o mesmo em todas as direções, sem referencial privilegiado.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dissertando sobre supostos paradoxos do infinito

Será que os tradicionais paradoxos do infinito não tem solução? Será que o infinito resulta em contradição? Esse texto visa dirimir completamente as dúvidas e questionamentos sobre esse assunto.

Vários paradoxos podem ser normalizados, em suma, quando são medidos em uma escala suficientemente grande eles desaparecem. Entre dois pontos existem infinitos pontos, porém se ampliarmos exponencialmente a escala é possível percorrer a distância entre dois pontos porque os infinitos são eliminados (ex: infinitesimais normalizados no intervalo entre 0 e 1 centímetro). Em paralelo a outra forma de se normalizar é efetuar o processo inverso, ou seja, mensurar o volume em escala suficientemente pequena (ex: escala infinita transmutada na equivalência entre 0,999... e 1). Todavia o problema principal é não compreender que a quantia infinita não é caracterizada pelo processo dinâmico e sequencial. Referente ao sequenciamento, temporal ou não. Com efeito o infinito não pode ser estruturado sequencialmente. Por essa razão o finito tende ao infinito sem contudo alcançá-lo. Em acréscimo, o zero nunca pode ser alcançado mediante subtração progressiva. Na verdade algo se aproxima de zero mas sem atingir. Logo na medida que x tende em direção ao infinito y tende em direção ao zero. Em resumo, vários paradoxos estão completamente equivocados porque basta medir a distância entre dois pontos em escala suficientemente ampla ou suficientemente pequena para que os infinitos desapareçam (px: infinitesimais normalizados no intervalo entre 0 e 1 centímetro). Além disso,  infinito e zero jamais poderiam ser caracterizados por um processo sequencial, desde que sempre transcendem qualquer patamar. O finito tende ao infinito mas sem efetivamente alcançar. Ao mesmo tempo tende a zero sem realmente alcançar zero. Isso é amplamente conhecido na matemática como o limite da função. Por exemplo, no Hotel de Hilbert a quantidade dos hóspedes que trocaram de quarto tende a infinito na medida que a quantidade total de hóspedes que ainda não trocaram de quarto tende a zero. Portanto os paradoxos do infinito não tem nenhum fundamento. Obsservação: Excetuando questões sobre teoria dos conjuntos. 

domingo, 28 de setembro de 2014

Pagãos salvos sem conhecimento do Evangelho?

Será possível que quem nunca escutou sobre Jesus ser salvo? Isso transgride o preceito teológico ortodoxo de que apenas mediante Cristo uma pessoa pode ser salva?

Analisando a Bíblia nós notamos nitidamente que a salvação dos pagãos é possível. O meu objetivo não é expor exaustivamente a questão, mas abordar baseado em síntese, extraindo um trecho bíblico e analisando minuciosamente seu significado. No texto de Romanos 2:14 lemos: "Quando, pois, os gentios, que não tem lei, procedem, por natureza, em conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmo". Dissecando o texto, está evidente que os gentios não tem lei (referindo-se diretamente a lei mosaica). Isso é extensivo à revelação escrita em essência. Mais especificamente, à revelação especial. A lei é a revelação especial, contrastando com os destituídos de conhecimento da lei, que tem apenas a luz da revelação geral. Bom, o texto diz que esses gentios podem proceder por natureza de conformidade com a lei, mesmo sem conhecimento da lei. Ou seja, a revelação geral não é somente meio para condenação, mas igualmente meio de salvação. Perceba que o texto afirma explicitamente que os gentios podem proceder de acordo com a lei mesmo sem recebê-la pelo canal da revelação especial. Mas então a salvação poderia ser obtida sem a mediação de Cristo? Negativo. Romanos 1:19 a 21 declara que todos os seres humanos tem conhecimento inato da existência do Deus Criador mediante Sua revelação na natureza. Eles reprimem isso baseado em sua apostasia. No entanto a Palavra ensina que ninguém pode conhecer a Deus senão por intermédio do Senhor Jesus Cristo. Por conseguinte se infere naturalmente que os gentios destituídos de revelação especial conhecem Cristo através da revelação geral na natureza e na consciência. E por meio de Cristo conhecem o Pai. Portanto o texto sagrado, e o seu contexto imediato, endossam a teoria de que os gentios são salvos sem ciência explícita de Cristo.