terça-feira, 28 de outubro de 2014

Elucidando questões sobre o argumento da Certeza

1) O universo não é infinito mas tende ao infinito: O infinito é uma quantidade completa e fixa. O que apenas tende ao infinito não é totalizante mas equivale ao sequenciamento indefinido de frações tendendo ao inteiro sem nunca efetivamente alcançar o mesmo. A equivalência entre 0,999... e 1 refuta essa ideia.

2) O infinito não é um número: Mas é maior que qualquer número finito. Na realidade a teoria clássica dos conjuntos reconhece a existência do infinito real, embora estipule níveis. Georg Cantor e a sua teoria vastamente aceita sobre os transfinitos estabelece a existência do infinito real.

3) Na singularidade inicial os valores apenas tendem ao infinito: De acordo com a relatividade tempo e espaço tiveram princípio na singularidade do Big Bang, o que não faria nenhum sentido no caso do espaço-tempo apenas tender a zero. Certamente havia volume realmente zero e densidade realmente infinita.

4) Existe descontinuidade entre a soma das partes e o Todo: Com efeito em escala subatômica o universo inteiro é preenchido pelas partículas, muito embora em máxima escala não exista partículas. Não há contradição desde que esse enunciado se refere a múltiplas relações. Existem partículas em relação ao domínio subatômico e não há partículas em relação à máxima expansão.

5) Por que as combinações entre partículas caracterizam o Todo? Isso é porque a matéria em seu nível mais básico é constituída por partículas fundamentais. As propriedades das células se derivam da interação entre as moléculas, as propriedades das moléculas se derivam da interação entre átomos, e as propriedades dos átomos se derivam da interação entre as partículas.

6) Porque os atributos das partes se aplicam ao Todo? Partindo do princípio que em escala subatômica o universo é preenchido por partículas interagindo, que a configuração quântica caracteriza as propriedades macro, e de que o macro-cosmo em escala absoluta unifica todas as partes, então o universo como Todo tem todas as peculiaridades das partes, porém sem limitação.

7) Existe outra conexão entre o micro-cosmo e o macro-cosmo? A maior parte da matéria é constituída pelo espaço vazio resultante das flutuações de vácuo, ou seja, partículas virtuais emergindo do nada e se aniquilando. Em resumo, a partir da esfera subatômica o vazio predomina em máxima grandeza. Em paralelo as flutuações viabilizam a coexistência entre âmbito vazio e denso.

8) Sobre a isotropia mas sem homogeneidade: O cosmo pode ser isotrópico sem ser homogêneo. Existe homogeneidade em uma só perspectiva, que não precisa ser a nossa perspectiva. A radiação cósmica de fundo é boa evidência, mas é condição necessária, não suficiente, para caracterizar a isotropia. É igualmente necessário haver distribuição uniforme de matéria.

9) Se todas as possibilidades existem portanto fadas existem: Nem todo ente concebível é definido como possibilidade. Unicamente o que pode ser empiricamente testado e escrutinado. Portanto não faz nenhum sentido postular a existência necessária de entidades folclóricas, fantásticas ou mitológicas. Em resumo, nenhum ente empiricamente inverificável constitui possibilidade.

10) Como pode espaço vazio ser espaço ocupado? De fato o espaço é quase inteiramente vazio. Porém diferença de escala ocasiona a divergência básica entre espaço denso e espaço vazio. Em máxima magnitude o espaço é nitidamente vazio, enquanto que as escalas inferiores se particularizam pela matéria. Em resumo, a distinção é puramente questão de dimensão espacial.

11) Universo potencialmente infinito via expansão? O universo é realmente infinito, não potencialmente, conforme o argumento da expansão acelerada mediante o princípio da isotropia demonstra. Presumivelmente o universo infinito foi produzido imediatamente após o Big Bang. Por conseguinte o universo dotado de curvatura plana é infinito desde a singularidade inicial.

12) Como espaço infinito concentrado em um ponto se formou? A velocidade absoluta da expansão é infinita, embora a velocidade relativa entre referenciais locais seja finita. Velocidade absoluta é a velocidade acumulada em escala cósmica. Como implicação essa velocidade imensurável produziu um universo infinito de forma necessária e instantânea a partir do Big Bang.

13) Como a matéria se formou já que a velocidade é infinita? Isso ocorre porque a velocidade local entre referenciais causalmente conectados é limitada, muito embora a velocidade absoluta entre referenciais desvinculados seja infinita. Isso viabilizou a produção local de matéria enquanto o espaço-tempo como todo se expande a velocidades definitivamente infinitas.

14) Há analogia para retratar inexistência de partes? Imagine uma só formiga isolada e discreta para cada metro cúbico. Magnifique a escala para quilômetro cúbico. Com certeza sua grandeza espacial decresceu. Amplie então para um ano luz cúbico. Está mais difícil enxergar. E assim por diante até alcançar  o zero. Isso estipulando um universo infinito que não seja fractal.

15) Relação entre a densidade e volume com a singularidade: Se a densidade é atualmente finita então houve um decréscimo infinito e portanto aumento infinito do espaço. Porém se volume é infinito e inversamente proporcional logo a densidade é necessariamente zero, senão não preserva a essência do vazio. Por isso a densidade média do universo infinito é efetivamente zero.

16) Como pode a expansão do espaço ter a velocidade infinita? Há velocidade infinita no sentido de que a distância infinita entre dois referenciais dado tempo finito só poderia ter sido percorrida pela velocidade infinita. No entanto é o próprio espaço que expande e não as estruturas que se deslocam de forma dinâmica. Portanto a velocidade da expansão é infinita no sentido tencionado acima.

17) A singularidade inicial determina a densidade atual? De fato a singularidade do Big Bang é correlata ao vazio. Porque densidade e volume são inversamente proporcionais, os valores se permutam assim que transitam a partir da condição inicial. O vazio é definido como infinita densidade/volume zero e volume infinito/densidade zero. Logo em média o cosmo homogêneo não tem conteúdo.

18) Porque em máxima escala não há nenhuma parte? Partindo da homogeneidade da matéria em larga escala, então existe um limite para dimensão espacial das estruturas. Quanto mais matéria mais espaço para contê-la, com densidade máxima constante. Todavia quanto mais espaço menor o volume relativo das estruturas, até alcançar o infinitesimal, que equivale matematicamente a zero.

19) A proporção 0,999... não implica em infinitude: A proporção 0,999... implica em infinitude em relação a partículas elementares sem nenhuma sub-estrutura dada a expansão do universo, o qual com efeito é sempre mais extenso que a parte observável. Porque não existe nenhuma subdivisão, somente ampliando a quantidade de partículas indefinidamente se completa o Todo/inteiro.

20) Qualquer série infinita pode representar o inteiro: Na verdade a diferença entre o inteiro e o infinito não enumerável é distinta de zero. Por exemplo, caso vc traduza em porcentagem, a sequência 0,98575... equivale a 98,575...%. Portanto não é totalizante pois não é igual ao inteiro. Somente o inteiro é totalizante.

21) Há infinitesimal no sistema não-convencional: Há infinitesimal porém a diferença entre o inteiro e o que tende ao inteiro é zero. Pela série inicial 0,999... ser número natural portanto pertence ao sistema padrão. Em suma, no sistema padrão 0,999... é igual a 1. Logo a diferença entre ambos é estritamente zero.

22) Porque uma série de zeros consecutivos não acrescenta nada? No sistema padrão, quantia sucedida por sequência indefinida de zeros consecutivos termina. Isso porque a fração decimal se torna gradativamente menor sem jamais resultar em valor positivo. Em cada dez partes a fração se configura sempre como zero.

23) Por que apenas o inteiro é totalizante? Por definição apenas o inteiro equivale ao Todo. As quantidades diferentes do inteiro são frações relativas. Como exemplo, 0,95 representa 95%, enquanto 0,97875... representa 97,875...%. Só o inteiro representa 100%, logo só o inteiro é igual ao Todo.

24) Tender ao infinito é diferente de tender ao inteiro: Tender ao infinito é equiparável a tender ao inteiro porque são quantidades indefinidamente próximas. Como implicação a equivalência entre 0,999... e 1 resulta na identidade entre o que tende ao infinito e aquilo que é realmente infinito.

25) Se o universo é infinito para onde ele se expande? É necessário enfatizar que o tecido espacial infinito não se expande, mas apenas o espaço entre dois referenciais. Como ilustração, a superfície de um elástico pode ser desdobrada entre duas bordas sem resultar em prolongamento das extremidades.

26) A quantidade de massa no cosmo é finita ou infinita? Depende da amplidão espacial. Em volume cósmico a quantidade de massa é zero enquanto que em escalas inferiores é incalculável. Contudo não são valores contraditórios mas sim complementares. Cada um em sua própria grandeza espacial.

27) Será que há analogia sobre as duas polaridades do Todo? Uma ilustração são substâncias químicas homogêneas, cuja estrutura é uniforme em macro-escala enquanto há pluralidade de fatores em micro-escala. Isso exemplifica a multiplicidade na esfera quântica em contraste com a unicidade absoluta em máxima escala.

28) Por que não há infinitesimal no sistema padrão? A diferença entre 0,999... e 1 é a menor possível em virtude de 0,999... tender indefinidamente a 1. A sequência com diferença maior do que zero termina em direção a 1, em vez de tender indefinidamente. Logo a diferença entre 0,999... e 1 é literalmente zero.

29) Uma quantidade não pode tender ao infinito? Na realidade o finito aumenta em direção ao infinito sem o alcançar. Porém o que é atualmente próximo do infinito de forma indefinida é infinito. No primeiro caso a quantidade é certamente potencial, enquanto no segundo caso a quantidade é tacitamente real.

30) Sobre infinitesimal ser menor diferença possível: Há diferença infinitesimal em sistemas não-padrão enumeráveis, desde que seja concebida como a menor diferença alcançável em vez de a menor diferença possível. É imperativamente necessário conceituar zero como sendo a menor diferença possível.

31) É necessário haver estruturas em escala macro? O universo é inteiramente ocupado por galáxias e ao mesmo tempo destituído das mesmas. Tudo depende da perspectiva. Entretanto ambas as perspectivas são complementares em vez de contraditórias. Cada qual com a própria escala de magnitude.

32) A matemática não descreve a realidade física: Na verdade há altíssima correspondência entre a matemática e a realidade, com equações descrevendo a física com grande precisão. Além disso, o inteiro e as infinitas frações representam com exatidão o universo como Todo e as partículas fundamentais.

33) A nossa realidade é inteligível ou cognoscível? Para saber que a realidade é ininteligível é preciso ter conhecimento absoluto da realidade em si. De qualquer forma, o Ente absoluto é equivalente à realidade, ambos sendo definidos como totalidade da existência. Logo a entidade absoluta certamente existe.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dissertando sobre supostos paradoxos do infinito

Será que os tradicionais paradoxos do infinito não tem solução? Será que o infinito resulta em contradição? Esse texto visa dirimir completamente as dúvidas e questionamentos sobre esse tema.

Os paradoxos de Zenão podem ser normalizados, ou seja, quando medidos em uma escala suficientemente grande eles desaparecem. Entre dois pontos existem infinitos pontos, porém se ampliarmos exponencialmente a escala é possível percorrer a distância entre os dois pontos pois os infinitos são eliminados. Porém o problema principal é não compreender que nenhuma estrutura física pode ser infinita. Tudo concebível está limitado no tempo e no espaço. Com efeito quanto mais estruturas mais espaço há para contê-las, mantendo densidade máxima constante. Mas quanto mais espaço menor é o volume relativo das estruturas, visto que a distribuição homogênea de matéria mantém seu volume constante. Desde que a dimensão espacial das estruturas físicas tende a zero, então isso inviabiliza a eficácia de cada analogia sobre o infinitamente vasto. Finalmente, insistir que os paradoxos fornecem analogias precisas é cometer falácia da composição, pressupondo que as partes são necessariamente iguais ao todo. Em suma, os paradoxos de Zenão estão equivocados pois basta medir a distância entre dois pontos em uma escala suficientemente ampla para que os valores infinitos desapareçam. Adicionalmente, tudo que concebermos é limitado no espaço. Por exemplo, em máxima escala a magnitude espacial das estruturas tende a zero, pois o volume relativo das estruturas decresce quanto mais espaço é requerido para contê-las. Porque a grandeza espacial das estruturas tende a zero, então as analogias que envolvem os elementos físicos não retratam com fidelidade e exatidão a realidade infinita. O virtualmente zero não caracteriza o virtualmente infinito. Presumir o contrário disso é incorrer em falácia da composição. Em resumo, nenhum paradoxo é insolúvel.

domingo, 28 de setembro de 2014

Pagãos salvos sem conhecimento do Evangelho?

Será possível que quem nunca escutou sobre Jesus ser salvo? Isso transgride o preceito teológico ortodoxo de que apenas mediante Cristo uma pessoa pode ser salva?

Analisando a Bíblia nós notamos nitidamente que a salvação dos pagãos é possível. O meu objetivo não é expor exaustivamente a questão, mas abordar baseado em síntese, extraindo um trecho bíblico e analisando minuciosamente seu significado. No texto de Romanos 2:14 lemos: "Quando, pois, os gentios, que não tem lei, procedem, por natureza, em conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmo". Dissecando o texto, está evidente que os gentios não tem lei (referindo-se diretamente a lei mosaica). Isso é extensivo à revelação escrita em essência. Mais especificamente, à revelação especial. A lei é a revelação especial, contrastando com os destituídos de conhecimento da lei, que tem apenas a luz da revelação geral. Bom, o texto diz que esses gentios podem proceder por natureza de conformidade com a lei, mesmo sem conhecimento da lei. Ou seja, a revelação geral não é somente meio para condenação, mas igualmente meio de salvação. Perceba que o texto afirma explicitamente que os gentios podem proceder de acordo com a lei mesmo sem recebê-la pelo canal da revelação especial. Mas então a salvação poderia ser obtida sem a mediação de Cristo? Negativo. Romanos 1:19 a 21 declara que todos os seres humanos tem conhecimento inato da existência do Deus Criador mediante Sua revelação na natureza. Eles reprimem isso baseado em sua apostasia. No entanto a Palavra ensina que ninguém pode conhecer a Deus senão por intermédio do Senhor Jesus Cristo. Por conseguinte se infere naturalmente que os gentios destituídos de revelação especial conhecem Cristo através da revelação geral na natureza e na consciência. E por meio de Cristo conhecem o Pai. Portanto o texto sagrado, e o seu contexto imediato, endossam a teoria de que os gentios são salvos sem ciência explícita de Cristo.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Será que o cosmos é meramente uma simulação?

Será que as interpretações subjetivas sobre simulação holográfica ou computacional da realidade seriam válidas? Isso será discutido resumidamente. O argumento não pretende refutar esses cenários, mas salientar que até nessas hipóteses a realidade é objetiva. 

Uma vez que a existência contém realidade, o raciocínio aborda a plenitude da realidade e não meramente a plenitude da existência. Existência contém realidade objetiva e ilusão subjetiva. Ilusão é a distorção da existência objetiva. No entanto se tudo existe não há distorção porque até a distorção seria forma distinta de realidade. Se tudo possui existência objetiva não há possibilidade de ilusão. Se cada universo existe a simulação é subproduto do multiverso e cada possibilidade seria apenas ramificação da realidade objetiva. Ou seja, acarreta na existência objetiva de todas as possibilidades. Em segundo lugar, o argumento parte do enunciado insofismável de que probabilidade de existência é inversamente proporcional a probabilidade de inexistência. A relatividade geral postula um só ponto de volume zero e infinita densidade e curvatura. Porque são inversamente proporcionais, por isso na medida que esses valores se tornaram finitos o volume se tornou infinito. Adicionalmente, a evidência do princípio da isotropia, o princípio cosmológico. Esse princípio enseja que em todos os quadrantes do cosmo as mesmas leis e evidências empíricas se aplicam. Do momento que os corpos emitiram luz até o momento que um observador específico captou essa luz houve tempo suficiente para o espaço-tempo se expandir. Logo a amplitude real é sempre maior que a extensão observável. Aplicando o princípio da isotropia, logo em todas as subseções do universo a amplitude real será maior que a extensão observável. Atualmente maior, não potencialmente maior. Então o universo é realmente infinito. De fato o multiverso nível 1 sempre transcende a fração observável, em virtude da expansão ser mais rápida que a luz ejetada por cada sistema astronômico. Com efeito isso agrega todas as possibilidades de existência e nenhuma de inexistência. Portanto demonstra que o cosmos tem existência real e objetiva. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Esclarecimento sobre as muitas habitações de Deus

Para entender os argumentos anteriores é preciso uma definição básica dos muitos multiversos e sua relação com Deus. Origem e hierarquia cósmica são definidas aqui. Obs: Raciocínio baseado em especulação que talvez não expanda o argumento da Certeza.   http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

Segundo a classificação de Max Tegmark há quatro tipos básicos e elementares de multiverso. O multiverso nível 1, que consiste em infinitos universos bolha compartilhando o mesmo espaço-tempo. O multiverso nível 2, gerado pelo contínuo processo inflacionário de expansão. O multiverso nível 3, produzido pela pluralidade de estados quânticos superpostos se ramificando. E finalmente há o multiverso nível 4, formado por estruturas matemáticas abstratas que seriam a base da realidade. Se nosso universo teve princípio, logo esse multiverso nível 1 teve princípio. Esse princípio deve ser atribuído ao processo inflacionário e paralelamente ao processo de desdobramento quântico. Esses seriam os dois meios mediante os quais Deus teria criado nosso universo. Mas onde Deus habita? Ele habita especialmente em uma dimensão do multiverso nível 4 onde a estrutura matemática de que infinitas frações equivalem ao inteiro co-existe com outras estruturas similares. Por conseguinte em escala máxima Deus unifica todos os multiversos inferiores em uma só realidade unívoca, e compartilha de todas as propriedades operacionais. O mesmo raciocínio utilizado para nosso universo é utilizado nessa argumentação. Em resumo, há quatro tipos básicos de multiverso. Deus reside em uma dimensão do multiverso nível 4, reino das abstrações matemáticas. Nele a estrutura matemática da equivalência entre as infinitas frações e o inteiro se aplica. Isso significa que em máxima escala Ele unifica todos os multiversos na realidade infinitamente simples que compartilha das propriedades específicas das partes. Sobre a origem do cosmo, é principiada por Deus, o Criador, e instrumentalizada pelo processo inflacionário e pela ramificação quântica. Por fim, a alternativa aos multiversos é a esfera sobrenatural, e portanto a primeira habitação divina seria a realidade metafísica sobrenatural. Logo a questão está resolvida.

domingo, 27 de julho de 2014

Relação entre limites e a fonte infinita de energia

As propriedades combinatórias se aplicam em essência ao Todo. Mas essa essência obviamente não inclui o processo físico, desde que em escala máxima não existem partes e nem unidades físicas ou materiais. O resultado da digestão em si é proporcionamento e provisão de energia metabólica. A auto-consciência em si resulta do fenômeno neuroquímico e da estrutura macromolecular que o viabiliza. Em suma, a característica da matéria é prover energia mecânica. Como resultado do Todo ser enumerável, logo qualquer subconjunto é. Então o próprio conjunto da energia utilizável não é plenamente dissipado pois o conjunto é fracionável em infinitos sub-conjuntos iguais. Por essa razão o reabastecimento de energia ou a eficiência menor que 100% não tem correlação com o Todo. Obviamente as limitações não são aplicáveis ao próprio Todo, em decorrência do Todo ser ilimitado e sem nenhuma insuficiência ou deficiência. Em resumo, o próprio Todo possui a mesma essência básica das combinações fundamentais, mas sem limitação. Porque o Todo tem abrangência ilimitada de energia, nenhuma deficiência é atribuível ao Todo. Em síntese, a própria matéria produz energia mecânica que opera o cosmos como Todo. Com efeito tão somente esse aspecto do fornecimento e suprimento inesgotável de energia poderia ser atribuído ao Todo. Isso significa que a própria energia ilimitada do Todo enumerável não precisa de recomposição e tem 100% de eficiência. Por consequência está determinada a relação entre a Plenitude da realidade e as combinações que a constituem.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Definindo relação entre Deus e a realidade em si

Afinal qual a relação entre o Criador e a realidade em si? Obs: Uma especulação alicerçada na natureza complexa do multiverso e que não expande necessariamente o argumento da Certeza. O mesmo princípio válido para a Totalidade simples composta por infinitas frações se aplica aqui. O Criador habita em especial no multiverso nível 4, mas o cosmo como Todo é o multiverso nível 1 talvez até o 3 http://www.saindodamatrix.com.br/archives/scientific.htm

Na verdade quando o Deus Criador criou o universo Ele mesmo se identificou plenamente com a criação. Quando o Criador criou os planos inferiores da realidade o Supremo passou a habitar nessa realidade que Ele criou. Em virtude de Deus não estar separado de nenhuma realidade então é imanente. Isso não significa que Deus não seja transcendente, pois o Criador dos planos inferiores habita em uma hiper-dimensão que transcende nossa própria dimensão. Com efeito o argumento cosmológico kalam demonstra que nossa dimensão teve início, mas a quantidade infinitamente próxima do inteiro de multiversos demonstra que Deus é totalmente simples e portanto se identifica com o cosmo. Logo Deus é transcendente e imanente. É um panenteísmo, contudo baseado na Bíblia. Em Atos 17:28, por exemplo, está escrito que nós vivemos, nos movemos e existimos em Deus. Em Efésios 4:10 e Jeremias 23:24 está escrito que Deus preenche toda a realidade com Sua presença. Finalmente no texto de I Reis 8:27 está escrito que nem o céu e nem os céus dos céus poderiam conter ao Criador. Em resumo, Deus é simples pois a quantidade de cosmos se aproxima infinitamente do inteiro. Logo o Deus Criador criou nosso universo e ao criar essa realidade Deus se unificou com nossa dimensão e passou a conter a mesma. Isso não significa que a Causa seja dependente da nossa realidade, em decorrência do argumento cosmológico de kalam demonstrar a auto-existência de Deus em dimensão mais ampla. Em síntese, Deus é simples e ao criar esse universo se unificou com o mesmo, embora seja auto-existente.  Logo Deus é independente do cosmo. Em outras palavras, o cosmo é Deus mas Deus é mais que o cosmo.